Campanha contra impostos chega a Copacabana

Campanha contra impostos chega a Copacabana

Objetivo de ato organizado pela Fiesp é barrar a criação de novos impostos, entre eles, a nova CMPF

Juliana Dal Piva, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2015 | 12h28

Rio - O símbolo da campanha “Não vou pagar o pato”, em protesto contra o aumento de impostos, está na Praia de Copacabana, na zonal do sul do Rio, neste domingo, 25 . O pato inflável gigante, de doze metros, já percorreu diversas cidades desde setembro. Além do pato inflável, dois mil patinhos serão distribuídos no lançamento da campanha no Rio.

O objetivo dos organizadores é barrar a criação de novos impostos. Entre eles, a principal iniciativa a ser derrubada é uma nova CMPF, já proposta pelo governo para aumentar a arrecadação. Na internet, até o momento, a campanha  já recolheu cerca de 800 mil assinaturas. A meta é chegar a um milhão, para depois encaminhar ao Congresso Nacional.  

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o próximo local que vai receber o pato é Salvador, na Bahia. O pato também já esteve Brasília (DF) e em outras cidades do interior paulista. “Em São Paulo a campanha está se espalhando por todo o estado cada dia mais,  até porque ela passou a ser uma campanha da sociedade. Tem muitas iniciativas de  outras pessoas e entidades. Não é mais da Fiesp ou da indústria”, disse Skaf. Segundo ele, o pato deve percorrer a maioria dos estados brasileiros.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa, apoiou a iniciativa.  “Nós advogamos há muitos anos que o estado brasileiro precisa reduzir seu custeio. Em 2008, o estado gastava 3% com custeio e agora são mais de 6%. Nós já fizemos a proposta ao ministro (da Fazenda) Joaquim Levy de reduzir 0,8% por ano para voltar aos 3% em 2018.  O problema é que o Executivo, e aí não é o ministro, está com na contramão de reduzir o custeio. O que nós estamos advogando é que haja um acordo entre congresso e governo e que nós possamos no redesenho do estado crescer. O Brasil está absolutamente parado”, critica Gouvêa.

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