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Campanha de Lagarde pelo FMI começa no Brasil

Os dois candidatos ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) estarão com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na próxima semana para pedir o apoio do Brasil. Na segunda-feira, a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, terá um almoço com Mantega e, depois, será recebida pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

O Brasil será o primeiro país a ser visitado por Lagarde após o anúncio oficial da sua candidatura ao Fundo.

Na quarta-feira, será a vez do presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, ser recebido por Mantega. Ele teve uma primeira conversa com o ministro na última terça-feira, por telefone. Embora Carstens seja candidato de um país emergente, o governo brasileiro ainda não revelou quem apoiará. O cargo de diretor-gerente do FMI ficou vago com a renúncia de Dominique Strauss-Kahn, acusado de ter violentado uma camareira em um hotel de Nova Iorque.

Mantega tem dito que o Brasil apoiará o candidato que assumir o compromisso de dar continuidade às reformas no Fundo iniciadas por Strauss-Kahn. O governo brasileiro quer uma participação maior dos países emergentes nas decisões do FMI.

No entanto, a vitória de Lagarde, que conta com o apoio dos países europeus, é tida como a mais provável pelo governo. Por isso, o Brasil tem trabalho para arrancar o compromisso da ministra francesa, tida como mais conservadora do que Strauss-Kahn, para que a nacionalidade europeia não seja considerada requisito para chefiar o FMI nas próximas eleições.

A escolha, segundo tem defendido Mantega, deveria ser por mérito. O Brasil também está defendendo um "mandato tampão", até o final de 2012, para o sucessor de Strauss-Kahn por entender que esta é uma eleição atípica e com pouco tempo para um debate de ideias entre os candidatos. Nos bastidores, entretanto, o governo brasileiro já admite que a proposta não tem muitas chances de sucesso.

Rússia. O primeiro-ministro russo, Vladmir Putin, disse considerar a ministra das Finanças da França uma candidata "aceitável". Ele ressaltou, porém, que o presidente do Banco Nacional do Casaquistão, Grigory Marchenko, também deveria entrar na disputa. . / COM DOW JONES NEWSWIRES

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