DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Campeã tem planos de crescer mais em São Paulo

Mercado paulista absorve R$ 78% de todos os lançamentos da Lopes realizados no Brasil

Heraldo Vaz ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 05h00

O lançamento de novos projetos, com a participação da imobiliária Lopes, apresentou crescimento de 12%, atingindo o valor global de R$ 8,3 bilhões no último ano. De cada cinco empreendimentos, quatro chegaram ao mercado de São Paulo. A diretora executiva comercial da Lopes, Mirella Parpinelle, tem planos de crescer ainda mais essa participação. “São Paulo foi um mercado ainda pequeno no ano passado, perto do que se viu nos melhores anos”, afirma. Campeã no ranking das vendedoras do 25º Top Imobiliário, a Lopes aumentou a força de vendas e o número de corretores, fez um auditório, investiu em treinamento, captação e tecnologia, além de promover a capacitação das equipes digitais. “Uma das novas ferramentas é o site que entrou no ar”, diz Mirella, ressaltando o desenvolvimento da plataforma digital.

Vedete. O volume de lançamento dos imóveis populares, com preço até R$ 240 mil, foi a vedete de 2017. Mirella comenta que a maioria dos projetos zeraram as unidades disponíveis para venda, citando como exemplos o New City, da Econ, e o Hum Liberdade, da Plano & Plano. A imobiliária participou, com seus parceiros, do Feirão Caixa da Casa Própria, que reuniu, em São Paulo, 87 construtoras, oferecendo 260 empreendimentos e, no total, 65 mil imóveis. Mirella também destaca o Reserva Raposo, do grupo Resek, um empreendimento com a previsão de construir 17 mil imóveis. “A Lopes lançou três fases, é um projeto gigante”, declara. “O programa Minha Casa Minha Vida é o mercado de maior demanda, reprimida por anos.” Em unidades, 40% dos lançamentos da Lopes em 2017 se referem a esse programa”, diz Mirella. “Tanto que a Lopes voltou com a Habitcasa este ano.”

Criada em 2007 para atender ao público de baixa renda, a Habitcasa era a bandeira do grupo para imóveis e populares, mas acabou unificada dentro da estrutura da própria imobiliária depois dos ajustes feitos pela companhia para enfrentar a crise do mercado imobiliário.“Trouxemos toda a equipe de volta”, afirma Mirella, explicando que a decisão de recriar a Habitcasa foi decorrente do aquecimento na área de habitação social. “Agora, ela está com uma nova casa, uma diretoria geral e cinco diretores de vendas.” A executiva acredita que nos próximos anos, com a economia melhorando e o nível de desemprego baixando, esse mercado vai crescer muito.

Crise. Na opinião, da diretora comercial, quem passou pela crise de 2014 a 2016, sai fortalecido. “É o que vê na Lopes, que fez a lição de casa, de achar o melhor caminho para trabalhar nesse novo mercado”, analisa.

Agora, segundo ela, a imobiliária está mais robusta por conta das mudanças que fez e após segmentar os profissionais nos segmentos econômico, médio, alto e de altíssimo padrão.

Segundo o Secovi, a maioria (52%) dos lançamentos feitos na capital paulista ocorreu no último bimestre de 2017. Foram 14,9 mil apartamentos em novembro e dezembro do total de 28,7 mil unidades no ano. Para a Lopes, o quarto trimestre também teve concentração de novos projetos. O valor global lançado (VGL) foi de R$ 3,9 bilhões, dos quais 92% foram registrados em São Paulo. “Os produtos saíram todos ao mesmo tempo”, diz. “Foram vários empreendimentos de sucesso.”

Mirella observa uma recuperação nos segmentos de alto padrão, dizendo que os clientes dessa faixa estavam desatendidos. Entre os exemplos de novos edifícios para esse público, ela cita o Upside Pinheiros, da Gafisa; o VN Capote Valente, da Vitacon; e o Wide São Paulo, um projeto multiuso da Helbor, com cinema, lojas e residenciais, na Avenida Rebouças. “O que mais chama atenção desse cliente é a localização e o projeto”, afirma.

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