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Campinas, Sorocaba e Ribeirão são as áreas que mais crescem em SP

 Em dez anos, participação dos dois municípios na indústria nacional cresceu de 9,4% para 11,2%

Cley Scholz, do Economia & Negócios,

16 de abril de 2013 | 10h23

SÃO PAULO - As regiões de Campinas e Sorocaba, onde se encontra o chamado 'corredor asiático', e a de Ribeirão Preto e outras que concentram o complexo industrial da cana-de-açúcar, são as que mais crescem no Estado de São Paulo.

As três regiões tiveram maior participação nos investimentos anunciados, revela o estudo "Onde a Indústria se fortalece no Estado de São Paulo", feito pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

O estudo mostra que as regiões que mais perderam participação industrial foram a Grande São Paulo, o Vale do Paraíba e a Baixada Santista. O cálculo é feito com base no valor adicionado fiscal da indústria de transformação.

Enquanto isso, a expansão industrial no interior ganha destaque. Campinas, Sorocaba e cidades em suas áreas de influência tem atraído muitas indústrias para o chamado 'corredor asiático' - área onde se concentram empresas japonesas, sul-coreanas e chinesas, especialmente dos setores automotivo e de máquinas. As empresas buscam facilidades logísticas e as boas perspectivas abertas com a ampliação do aeroporto de Viracopos e de construção do trem-bala, que deve ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro até 2019.

Os dados da Fundação Seade, detalhados na tabela abaixo, mostram evidências do processo de desconcentração industrial no Estado de São Paulo, com perda expressiva de participação da área de influência da Capital.

O diagnóstico analisa o tema no período 2000-2010, baseando-se nos dados desagregados do produto industrial e na Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo.

Os autores do estudo destacam que a indústria brasileira no século 20 foi marcada pela centralidade nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Nas últimas décadas, ocorreram movimentos de desconcentração espacial do setor em direção às áreas metropolitanas próximas (Campinas, Vale do Paraíba e Baixada Santista), e também rumo às regiões do interior paulista e do país.

Enquanto a participação do Estado de São Paulo na indústria nacional teve ligeira queda entre 2000 e 2010 (de 45,1% para 42,0%), as Regiões de Campinas e Sorocaba e as áreas de predomínio da cana ganharam espaço na indústria brasileira.

Em conjunto, as regiões de Campinas e Sorocaba ampliaram sua participação de 9,4% para 11,2% do produto industrial do país, no período, uma proporção superior à de Minas Gerais, o segundo Estado mais industrializado.

O produto industrial das regiões do complexo industrial da cana passou de 5,0% para 5,4%, porcentual comparável aos Estados do Paraná e do Rio de Janeiro.

 

 

 

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