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Campo de Tupi não atrapalha investimento em etanol, diz Unica

'Esse poço não dá para um ano de consumo de petróleo da China hoje', afirma presidente da entidade

Gustavo Porto, da Agência Estado,

12 de novembro de 2007 | 09h30

O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Sawaya Jank, minimizou nesta segunda-feira, 12, a descoberta das reservas de petróleo e gás no bloco de Tupi, anunciada na semana passada pela Petrobras. Segundo ele, o potencial da jazida não vai atrapalhar os investimentos bilionários previstos para serem feitos em quase uma centena de destilarias para a produção de álcool no País.  "De forma alguma (Tupi) pode atrapalhar os investimentos na produção de etanol no Brasil. Esse poço, que é um dos maiores descobertos ultimamente, não dá para um ano de consumo de petróleo da China hoje", disse Jank, que retornou no domingo da Europa, onde participou, entre outros eventos, da conferência World Ethanol 2007. Jank acompanhou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, em visita à Usina Santa Adélia, em Jaboticabal (SP) e atribuiu ao consumo mundial de petróleo, sua posição em relação ao aumento das reservas brasileiras.  "Existe uma explosão de consumo, principalmente quando os países emergentes começam a querer consumir o mesmo que os ricos. O petróleo tem um fim, nos próximos anos vai estar cada vez mais caro, chega próximo a US$ 100 o barril e isso abre oportunidade de novas fontes, principalmente renováveis", explicou. Bioeletricidade O presidente da Unica afirmou ainda que até a próxima semana a entidade deverá ter uma reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para definir um financiamento estatal ao setor sucroalcooleiro com o intuito de ampliar a capacidade de produção de bioeletricidade. Para ampliar o parque gerador, de acordo com ele, é necessária a troca de caldeiras de usinas antigas, que são de baixa pressão, por outras de alta pressão, fundamentais para a co-geração de energia elétrica a partir da biomassa da cana. Jank explicou que o possível financiamento do BNDES para a co-geração seria importante no atual momento de preços baixos para o açúcar e o álcool. "Talvez, se o preço estivesse lá em cima os investimentos na produção de bioeletricidade já tivessem sido feitos", concluiu o presidente da Unica. Além da produção, seriam necessários ainda investimentos em linhas de transmissão capazes de tirar a energia elétrica das usinas e levá-la ao sistema de distribuição.

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