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Canadá anuncia que Bombardier derrotou Embraer

O ministro da Indústria do Canadá, Brian Tobin, anunciou em Davos (Suíça), onde acontece o Fórum Econômico Mundial, que a Bombardier está prestes a finalizar o contrato de US$ 3 bi para a venda de 150 jatos regionais à Air Wisconsin ? nessa operação, o governo canadense admitiu ter subsidiado a Bombardier, com garantias de empréstimo. A principal concorrente da Bombardier, a brasileira Embraer, também estava na disputa. Segundo o The Globe and Mail, o presidente da Bombardier, Laurent Beaudoin, confirmou que a operação é iminente, mas tomou a precaução de afirmar que o contrato final ainda não foi assinado. ?Esperamos firmá-lo o mais rápido possível, mas normalmente não anunciamos nossos contratos antes de assiná-los?, afirmou o executivo, que também está em Davos. Faltam ser finalizados, segundo ele, detalhes referentes a serviços e manutenção das aeronaves.Se o contrato for fechado, a Bombardier necessitará de pelo menos mil empregados em várias localidades do Canadá. Com os pedidos da Air Wisconsin, a Bombardier terá 463 pedidos em carteira. Opções de contrato podem somar outras 690 aeronaves aos pedidos. Base das acusações - As condições oferecidas pelo Brasil no processo de concorrência para Air Wisconsin são a base das acusações de Ottawa de que o Brasil continua a subsidiar a Embraer. Segundo o governo canadense, as mudanças feitas no Proex (Programa de Financiamento às Exportações e principal motivo de reclamações contra o Brasil) ainda não atendem integralmente às exigências da Organização Mundial de Comércio (OMC), que julgou o contencioso a favor do Canadá. Na concorrência pelo contrato da Air Wisconsin, por exemplo, o Brasil teria oferecido um prazo de empréstimo de 16,5 anos, enquanto as regras da OCDE, seguidas pelo Canadá, determinam que os financiamentos não podem ultrapassar dez anos. Pela manhã, o ministro da Indústria Brian Tobin disse que o Canadá vai continuar a subsidiar a Bombardier enquanto o Brasil subsidiar a Embraer.Mais acusações - Segundo Ottawa, o Brasil também continua a infringir a legislação internacional no que se refere ao porcentual dos contrato a serem financiados. De acordo com as normas da OCDE, que a OMC utilizou como parâmetro no contencioso, só podem ser financiados até 85% do valor do contrato. O Brasil teria oferecido financiamento de 100% na concorrência da Air Wisconsin.Por último, está o risco de crédito do comprador. A taxa referencial para financiamentos aos compradores é a CIRR. Para estabelecer qual porcentual da taxa pode ser oferecido numa transação, é necessário um trabalho de avaliação de crédito do comprador. O Canadá alega que o Brasil oferece, indiscriminadamente, o menor porcentual da taxa em todas as concorrências, inclusive para a Air Wisconsin.

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