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Canadá negou socorro à Nortel

Em concordata, empresa tenta aprovar venda de ativos à Ericsson

REUTERS, O Estadao de S.Paulo

08 de agosto de 2009 | 00h00

O governo do Canadá repetidamente se recusou ajudar a Nortel Networks no ano passado, enquanto a fabricante de equipamentos de telecomunicações lutava para evitar a concordata, disse ontem um executivo sênior da empresa a um comitê parlamentar."No final, o governo escolheu não fornecer qualquer apoio", disse o vice-presidente de Estratégia da Nortel, George Riedel, ao comitê de indústria da Câmara dos Deputados canadense. Riedel disse que a Nortel teve cerca de 12 encontros com o governo federal no ano passado para pedir ajuda financeira para os vários planos de reestruturação da empresa."A resposta que tivemos foi que o governo não via os planos apresentados como viáveis, que a indústria não estava em risco", disse ele. A Nortel entrou com pedido de proteção contra falência em janeiro. A empresa culpou a recessão econômica, afirmando que a crise minou seus esforços de reorganização dos negócios.Representantes da Nortel estiveram no comitê da Câmara para responder a questões sobre a venda planejada dos ativos de telefonia sem fio da empresa para a sueca Ericsson, por US$ 1,13 bilhão. A também canadense Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, se opõe ao negócio. A empresa tem interesse nos ativos da Nortel na área de nova geração de telefonia celular, chamada Long-Term Evolution (LTE) , que foi incluída na transação com a Ericsson. A RIM argumentou que foi efetivamente impedida de oferecer uma proposta por esses ativos pela Nortel. A companhia também apelou para o nacionalismo, dizendo que a venda da Nortel para uma empresa estrangeira não atende aos interesses do país."Acredito que o governo precisa examinar detalhadamente a operação, com todos os recursos que estiverem à sua disposição", disse o co-diretor executivo da RIM, Mike Lazaridis. Ele acrescentou que a RIM chegou bem próxima de um acordo com a Nortel, mas que não conseguiu fechá-lo. Lazaridis disse que o LTE é a arquitetura mais promissora para a próxima geração de redes celulares, e que grandes operadoras pretendem adotá-la.

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