Fred Prouser/Reuters
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Canal 'Hallmark' demite presidente após polêmica com retirada de propaganda do ar

Emissora sofreu chuva de críticas após aceitar pressão de grupo conservador e cancelar exibição de anúncio que mostrava casamento entre duas mulheres

The New York Times, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 04h00

O principal executivo do canal de TV americano Hallmark, Bill Abbott, foi demitido na semana passada depois que a empresa foi alvo de críticas por decidir retirar do ar um comercial que retratava um casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Abbott era o principal executivo da Crown Media, divisão da famosa empresa de cartões de festas que controla a emissora. “Iniciarei a buscar por um substituto para Bill”, disse Mike Perry, presidente da Hallmark Cards em um anúncio considerado surpreendente, na quarta-feira. 

Em dezembro, depois de sofrer pressão de um grupo conservador, o canal Hallmark removeu quatro anúncios que mostravam noivas se beijando no altar. A maior parte dos comerciais da série, para o site Zola, de planejamento de festas, mostrava um casal de mulheres em meio a outros casais heterossexuais. Apenas um deles se concentrava no casamento gay.

O canal se desculpou pela decisão, mas o 'mea culpa' veio depois de vários dias de publicidade negativa durante o momento mais importante do ano para a empresa: as festas de fim de ano. 

'Agenda LGBT'

Os anúncios do site Zola começaram a aparecer no Hallmark no início de dezembro e chamaram a atenção da organização conservadora One Million Moms, que pediu a retirada do conteúdo do ar. A petição dizia que os anúncios “contrariavam valores conservadores cristãos que são importantes para a principal audiência (da emissora).” A organização também frisava que o canal havia “se rendido” à agenda LGBT.

A Hallmark tirou do ar o comercial com a justificativa de que violava suas “políticas de demonstrações públicas de afeto”. Em resposta, o site Zola deixou de anunciar na emissora.

“A única diferença entre os comerciais que foram retirados e os aprovados era o beijo entre um casal de mulheres”, disse Mike Chi, diretor de marketing do site Zola. “A Hallmark aprovou um comercial em que um casal heterossexual se beijava. Todos os beijos, casais e casamentos são iguais – e o Zola não vai mais veicular anúncios no Hallmark.”

Dias depois da polêmica, Mike Perry divulgou um comunicado afirmando que a retirada dos comerciais foi a “decisão errada”. Ele também se desculpou pela “dor involuntariamente causada”.

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