Cancelamento de vôos da Varig causa transtornos em SP

O cancelamento de vôos da Varig entre São Paulo e Bogotá na última semana virou motivo de pesadelo para pelo menos 14 colombianos. Alguns estão dormindo no Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos, por falta de lugar para ficar. Neste sábado pela manhã, os passageiros conseguiram solução para o caso que consideravam mais grave, o de Alice Zapata, que estava com um bebê de 1 ano e 8 meses. Ela embarcou num vôo da Avianca, a única empresa que está transportando passageiros da Varig, segundo os colombianos. A solução, no entanto, foi parcial. A mãe de Alice, Edilma, teve de ficar em São Paulo. Ela tem 64 anos e sofre de hipertensão. Alice e Edilma vieram ao Brasil visitar parentes em Aldeia da Serra. Deviam retornar no dia 22, mas o vôo acabou sendo cancelado. Passaram, então, a acompanhar a situação por telefone, falando com a Varig várias vezes ao dia. Na sexta-feira, no entanto, já cansadas de tanto esperar, resolveram ir até o aeroporto.O transtorno é geral. ?Estou aqui desde a sexta-feira pela manhã?, contava Judith Saaveda, que terminou mestrado na Unicamp e agora voltaria definitivamente para a Colômbia. O vôo dela partiria no dia 28, quarta-feira. ?Fui eu que liguei e acabei sabendo do cancelamento. Ninguém da Varig procura explicar nada para os passageiros. Consegui remarcar para a sexta-feira, mas de novo o vôo não saiu?.Judith diz que não tem o que comer. ?A equipe da Varig não passa aqui para oferecer café ou comida. Também diz que não adianta nos dar vauchers de hotel porque ninguém está aceitando?, reclamou. As amigas Claudia Martínez e Maria Sousa vieram conhecer São Paulo como turistas e agora levam uma impressão ruim. ?Gostamos dos dois primeiros dias. Depois, ficamos sabendo dos problemas com a Varig e não conseguimos mais nos divertir?, diz Cláudia. ?Eu já perdi dias no trabalho e agora não sei como vou fazer.? As duas também embarcariam no vôo da quarta-feira.?Não temos para onde ir?, acrescenta Maria. ?Vamos ficar aqui dormindo nas cadeiras até conseguir passagem para voltar.? A direção da Varig não foi encontrada para comentar o caso.

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