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Candidato francês ao FMI diz ter apoio de Brasil e África do Sul

Dominique Strauss-Kahn, candidato francêsà direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse nestaquarta-feira que garantiu o apoio de importantes países emdesenvolvimento e endossou o pedido dessas nações por maiorpoder de voto. O ex-ministro das Finanças da França afirmou que conseguiuo apoio de líderes de Brasil, Arábia Saudita e África do Sul emsua campanha para se tornar diretor-gerente do Fundo. "Eu quero convencer os países mais importantes do FMI deque eu sou o melhor candidato", disse à Reuters após osencontros de terça e quarta-feiras com o ministro das Finançase o diretor do banco central da Arábia Saudita. "Essa é a razão pela qual eu estive na África do Sul. Eurecebi o apoio do presidente (Thabo) Mbeki. Eu estive no Brasile recebi o apoio do presidente Lula. E agora estou em Riad." Autoridades brasileiras têm afirmado que o FMI pode perderrelevância se não der mais representação aos países emdesenvolvimento. Strauss-Kahn esteve no Brasil no início do mês. Após avisita, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou em notaa "instatisfação com o funcionamento e com a atual estrutura doFMI" e pediu mudanças no sistema de votação e de representaçãodo organismo para dar maior participação aos países emergentes. Procurada nesta quarta-feira, a assessoria do ministérionão estava imediatamente disponível para comentar asdeclarações de Strauss-Kahn. Tradicionalmente, a Europa indica o representante do FMI eos Estados Unidos, o do Banco Mundial. O Senegal se manifestou de forma favorável a Strauss-Kahne, na semana passada, o presidente francês, Nicolas Sarkozy,disse que o Egito também aderiu à candidatura. Sustentado pelos países europeus para substituir Rodrigo deRato em outubro, Strauss-Kahn procura uma base maior de apoioem um momento no qual os países em desenvolvimento questionam atradição de que a Europa indique a direção do FMI, deixando oBanco Mundial para os Estados Unidos.

ANDREW HAMMOND, REUTERS

08 de agosto de 2007 | 12h36

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