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Candidato preferido de Obama desiste de presidência do Fed

Decisão de Lawrence Summers abre espaço para a indicação de Janet Yellen, atual vice do BC americano

15 de setembro de 2013 | 21h49

WASHINGTON - O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers telefonou na manhã de domingo, 15, para o presidente Barack Obama e disse que estava retirando seu nome da lista de candidatos à sucessão de Ben Bernanke como presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

Summers, que havia sido secretário do Tesouro durante o governo do presidente Bill Clinton, nos anos 1990, presidiu o Conselho Econômico Nacional no começo do governo Obama.Muitos acreditavam que ele era o candidato preferido do presidente para substituir Ben Bernanke a partir de janeiro.

A decisão de Summers obriga Obama a considerar outros candidatos potenciais à presidência do Fed, entre eles a vice de Bernanke, Janet Yellen, o ex-vice-presidente do Fed Donald Kohn e o ex-secretário do Tesouro Timothy Geithner, que também já presidiu o Federal Reserve Bank de Nova York, o principal dos 12 distritos regionais do banco central dos Estados Unidos. Como Geithner disse não estar interessado no cargo, fontes apontam Yellen como a principal candidata.

Em comunicado, o presidente Obama disse que aceitou a desistência de Summers, a quem descreveu como "um membro de importância crítica de minha equipe quando enfrentávamos a pior crise econômica desde a Grande Depressão, e foi em grande parte por causa de sua experiência, sabedoria e liderança que nós fizemos a economia voltar a crescer e fazer o tipo de progresso que estamos vendo hoje", concluiu.

Ao justificar sua desistência, Summers afirmou que a economia americana vive um momento complexo. "Eu concluí, relutantemente, que qualquer possível processo de confirmação seria controvertido e não serviria aos interesses do Fed, da administração ou, no fim das contas, da atual recuperação econômica do país."

Detratores.Summers sabia também que enfrentava oposição crescente no Senado por ser um defensor da desregulamentação bancária que teria contribuído para a crise financeira de 2008 e de organizações feministas, por ter dito, quando era reitor da Universidade Harvard, que as mulheres não têm aptidão para ciências e engenharia. / DOW JONES NEWSWIRES

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