Candidatos descartam o fim do câmbio flutuante

Os temores do mercado financeiro em relação à adoção de uma política mais draconiana de controle da entrada de capitais no País não encontra respaldo nas soluções apontadas pelos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para o problema da valorização do real.

, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2010 | 00h00

Apesar de avaliações distintas, o tucano e a petista concordam que o caminho para reduzir os ganhos da moeda brasileira não será o fim do regime de câmbio flutuante, adotado em 1999.

O Estado encaminhou aos dois candidatos três perguntas sobre o que poderia ser feito para corrigir as distorções no valor do real frente ao dólar. Dilma, a única a responder, concorda com as medidas adotadas até o momento pela equipe econômica do presidente Lula. "É sobre esses fluxos especulativos que o governo tem que atuar neste momento", disse.

Apesar do silêncio de Serra, assessores do tucano deixaram claro que a proposta de "ampla mudança" na economia, defendida pelo candidato na semana passada, não significa um flerte com alterações no atual regime cambial. Segundo esses assessores, intervenções "surpresa" por parte do Banco Central seriam suficientes para reduzir a especulação com o real.

Leia abaixo a síntese do que disse Dilma e do que avaliou o economista Geraldo Biasoto Júnior, um dos encarregados do programa econômico de Serra.

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