Candidatos recebem proposta para mercado de gás natural veicular

O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e a Associação Brasileira de Gás Natural Veicular (ABGNV) querem um compromisso dos candidatos à Presidência com a expansão do mercado de Gás Natural Veicular. Diante de uma possível retração na demanda de gás natural, prevista a partir da redução de investimentos em novas termelétricas, o GNV seria a principal alternativa. A criação de um programa nacional interministerial para o desenvolvimento deste mercado no país é a proposta encaminhada aos principais candidatos à Presidência da República. Um estudo sobre o combustível preparado pelo IBP e pela ABGNV contém as reividicações para a criação de mecanismos de incentivo à conversão de frotas de ônibus e caminhões urbanos para GNV e a extensão aos veículos movidos com GNV dos mesmos benefícios hoje oferecidos aos veículos a álcool.O documento também enumera vantagens da utilização do GNV como combustível, citando exemplos de sua utilização no mundo. Segundo o estudo, o Brasil ultrapassou este ano a faixa dos 300 mil veículos que utilizam GNV, "o que reflete grande impulso para novas conversões". O levantamento compara o cenário brasileiro para o veículo movido com o GNV a outros países, como a Argentina, que possui mais de 500 mil veículos convertidos, ou os Estados Unidos, com cerca de 200 mil. As principais vantagens apontadas foram as ambientais (redução de emissão de monóxido de carbono em 76% e hidrocarbonetos em 88%) e econômicas (gasto três vezes menor do que a gasolina). Além disso, o estudo também aponta a "farta disponibilidade de reservas de gás natural no país e nos países vizinhos", o que posicionaria o Brasil em localização estratégica para o desenvolvimento do uso do combustível. "Vale ressaltar que o Brasil importa 15% do volume de óleo diesel para o seu consumo, que poderiam ser substituídos pelo GNV", propõe o relatório. Estimativas apresentadas pela FGV também foram utilizadas, apontando que a expansão da cadeia produtiva do GNV no Brasil é responsável por 60 mil empregos e, considerando apenas as vendas de GNV e de equipamentos para os postos de abastecimento e conversões de veículos, representa uma movimentação anual de recursos entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4,5 bilhões até 2005.

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