Canhedo diz que a Vasp não deixará de voar

O presidente da Vasp, Wagner Canhedo, garantiu nesta quinta que a companhia aérea não deixará de voar na segunda-feira. "A possibilidade disso acontecer é zero", declarou. Canhedo também descartou a possibilidade de a Vasp ter a falência decretada pela justiça por conta de um pedido da multinacional General Electric (GE). "Já estamos recorrendo na justiça e tomando todas as providências necessárias para renegociar com a GE e cumprir os nossos compromissos", argumentou.O presidente da Vasp teve uma longa reunião com o ministro da Defesa, José Viegas. Do encontro, convocado pelo governo, participou também a presidenta do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio. Na chegada ao gabinete do ministro, Canhedo disse que iria entregar a Viegas o plano de reestruturação da Vasp que, segundo ele, é uma companhia viável e tem todas as condições de crescer. Na saída, no entanto, Canhedo declarou que tida ido agradecer ao ministro a renovação da concessão da Vasp por mais seis meses.A presidente do sindicato dos aeronautas disse que deixou claro para Viegas que não estava ali para defender o dono da empresa. "Estamos defendendo os empregados", afirmou. Segundo Graziella, está agora nas mãos do empresário honrar os compromissos assumidos na renegociação da dívida e permanecer com a companhia no ar.Diante da possibilidade de decretação de falência da Vasp pela justiça de São Paulo, o governo atenuou o tom de cobrança feito à empresa e decidiu prorrogar, por seis meses, a concessão para ela continuar voando. Ainda nesta quinta-feira, o Ministério da Defesa divulgou nota oficial em que explica os motivos que levaram a renovação da concessão. Conforme a nota, a decisão se baseou em três pontos. O principal deles foi o plano apresentado pela Vasp ao Departamento de Aviação Civil (DAC), com objetivos e estratégias para regularizar a situação da empresa. A nota informa que a Vasp fez um ajuste de horários de transportes com a parada definitiva de seis aviões Boeing 737-200. Além disso, conforme a nota, a Vasp irá importar 6 novos Boeing 737-300.Empresa suspende demissão De 200 funcionáriosA Vasp decidiu suspender a demissão de 200 aeronautas (pilotos e comissários) anunciadas recentemente. A companhia aérea havia anunciado nesta semana o corte de 380 empregos. A saída de 180 aeroviários (trabalhadores em terra) será mantida. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, após reunião realizada na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo entre diretores do Sindicato dos Aeronautas e da Vasp.A companhia aérea concordou em abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para os aeronautas, que terão 30 dias para aderir. Ao final de 30 dias, os interessados terão mais um mês para apresentar a documentação necessária e, no término deste prazo, mais trinta dias para a homologação rescisória. Durante estes 90 dias, os optantes do PDV receberão um salário fixo e estarão à disposição da escala de vôos da empresa. (Colaboraram Renata Stuani, Nélia Marquez e Tânia Monteiro)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.