Canhedo foi preso ao chegar em casa

O presidente da Vasp, Wagner Canhedo, foi preso pela Polícia Federal na noite de segunda-feira quando se dirigia para casa, logo após regressar à capital federal depois de trabalhar em São Paulo. Ele é acusado de ser depositário infiel em três processos movidos pela Previdência Social, cujas dívidas estariam em torno de R$ 100 milhões. Ele teria descontado a contribuição previdenciária dos funcionários, sem repassá-la para a Previdência. Nesta terça-feira, dois advogados do empresário entraram com pedido de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça. Wagner Canhedo Filho tentou visitar o pai hoje, mas não teve sucesso. Canhedo chegou por volta das 21 horas na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, conduzido por quatro agentes. Ele passou a noite e o dia de hoje em uma sala, já que a cela especial está sendo ocupada pela auditora fiscal aposentada Norma Regina Emílio Cunha, envolvida no esquema de venda de sentenças judiciais descoberto pela Operação Anaconda. O empresário deverá continuar preso no Distrito Federal, à disposição da Justiça em São Paulo. Segundo fontes da PF, o carro do empresário foi interceptado por uma viatura da polícia federal nas proximidades de sua residência na Península dos Ministros, no Lago Sul, região nobre da capital. Ele não demonstrou resistência à prisão. A Vasp montou uma operação para despistar a prisão de Canhedo. O jatinho particular, que todo dia, por volta das 9 horas, leva o empresário a São Paulo, levantou vôo normalmente. Enquanto isso, a assessoria da companhia aérea informava que Canhedo trabalhava normalmente no sede da empresa na capital paulista.

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 20h15

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