Capacidade da indústria deve ter maior expansão dos últimos 8 anos

Sondagem de investimentos da FGV projeta avanço de 14,6% em 2010; setor de bens de consumo será destaque

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 08h58

A capacidade instalada da indústria da transformação para 2010 deve avançar em média 14,6% este ano - o maior porcentual de expansão dos últimos oito anos. A informação consta da Sondagem de Investimentos da Indústria da Transformação, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e calculada com base em dados coletados nos meses de janeiro e fevereiro.

 

Segundo a FGV, o bom desempenho da demanda interna levou às perspectivas otimistas da indústria da transformação para 2010, ano em que os empresários apostam em um avanço expressivo de investimentos na capacidade instalada.

 

Segundo o levantamento, 64% dos pesquisados citaram o nível de demanda interna como influência positiva para a realização de investimentos. Ainda segundo a mesma pesquisa, a avaliação sobre a demanda externa está melhorando - mas em um ritmo muito mais lento do que as avaliações sobre a demanda interna.

 

A FGV informou ainda que as condições de financiamento foram classificadas como uma influência positiva em 2010 por 42% das empresas, o melhor resultado da série. Já a taxa de juros foi indicada como influência positiva por 31% do mercado e negativa por 29%. Ainda segundo o levantamento, esta também é a melhor avaliação a respeito desta variável, sobre juros, nos últimos quatro anos.

 

De acordo com o mesmo levantamento, para o triênio 2010-2012, a expansão de capacidade projetada da indústria da transformação será de 23,8% - superior à prevista no ano passado para o triênio 2009-2011, que havia sido de 21,2%. O número, porém, é inferior à projeção feita em 2008 para os próximos três anos a partir daquele ano, que foi de 25,1%.

 

Bens de consumo será destaque

 

Ainda segundo a fundação, entre as categorias de uso, o setor de bens de consumo é destaque em 2010, com previsões de expansão de 16% em sua capacidade instalada para este ano - a mais forte elevação para este segmento dos últimos cinco anos. A FGV apurou ainda que os setores de bens de capital e bens intermediários vêm a seguir com previsões de expansão na capacidade, em média, de 15,4% e 13,8% para este ano, respectivamente.

 

A FGV informou que, no período de 2010 a 2012, a maior taxa média de investimentos em capacidade de produção também se verifica no setor de bens de consumo, com alta de 27,1% para o período. Neste triênio, especificamente, a expansão na capacidade instalada de bens de capital foi de 25,9%. Já para bens intermediários, a previsão é de expansão de 21,7% na capacidade instalada para o período. O levantamento ouviu 723 empresas, entre os dias 4 de janeiro e 26 de fevereiro.

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