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Reuters
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Capacidade da Petrobrás de levantar capital está em xeque, avalia AIE

Segundo a Agência Internacional de Energia, problemas jurídicos e financeiros continuam a pesar sobre a companhia; dólar elevado pode complicar situação financeira por conta da dívida da empresa

Mateus Fagundes, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 14h12


SÃO PAULO - O crescimento da produção de petróleo do Brasil continua em ritmo acelerado, mas problemas jurídicos e financeiros continuam pesando sobre a Petrobrás, colocando em xeque a capacidade da empresa de levantar capital a longo prazo, diz o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE). 

Os analistas da organização afirmam ainda que a desvalorização do real em relação ao dólar pode não dar grande alívio para a estatal, por conta da configuração da dívida da empresa. O texto repete a estrutura do último comunicado da organização, divulgado em fevereiro, e reserva mais da metade do espaço dedicado ao Brasil para avaliar a situação da Petrobrás.

O comunicado lembra o recente rebaixamento da nota da Moody's para a estatal, ressaltando que a agência deu destaque ao potencial de proliferação da crise envolvendo a Petrobrás para todo o setor de óleo e gás do País.

O texto da AIE destaca ainda que a queda do real em relação ao dólar parece estar "fornecendo pouco alívio para a estatal". Segundo a análise da organização, o efeito da depreciação da moeda brasileira é relativo para a Petrobrás porque a empresa tem uma dívida muito exposta à moeda norte-americana. No entanto, os analistas entendem que o movimento pode proporcionar "fortes incentivos para aumento de produção" da estatal.

O relatório da AIE afirma ainda que o programa de desinvestimentos da Petrobrás, anunciado no início do mês, permitirá que a empresa se concentre em suas prioridades e poderá ajudar na melhoria da visão que o mercado tem em relação à estatal. "A venda de ativos pode ser o único caminho para a Petrobrás aumentar a sua liquidez, uma vez que o rebaixamento fez com que a empresa ficasse com acesso limitado ao mercado internacional", diz o texto. 

Produção. Segundo a AIE, as recentes quedas na produção total de combustíveis do Brasil se devem a interrupções pontuais de plataformas, um movimento que não deverá seguir até o final do ano. 

A produção total de combustíveis do Brasil caiu para cerca em cerca de 50 mil barris por dia em janeiro, devido principalmente a uma sazonalidade na produção de etanol, embora a extração de petróleo bruto também tenha recuado levemente. As exportações totalizaram 2,4 milhões de barris por dia em janeiro de 2015, um avanço de aproximadamente 230 mil barris em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento em relação a 2014, segundo a AIE, ocorreu devido a uma série de sucessos no desenvolvimento da exploração do pré-sal.

No entanto, os dados preliminares de fevereiro indicam que a produção total caiu cerca de 60 mil barris por dia, para 2,3 milhões de barris diariamente. Segundo a AIE, a interrupção na plataforma de Marlim Sul possivelmente afetou a produção de janeiro e fevereiro.

A AIE prevê ainda que a produção média diária em 2015 seja de 2,4 milhões de barris, um aumento de 110 mil barris/dia em relação a 2014. O aumento é causado, segundo a agência, pela conclusão de projetos de exploração iniciados nos últimos anos. 

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