Capacidade de microempresas está próxima ao limite

O aquecimento da atividade econômica chegou às empresas de menor porte. A pesquisa mensal realizada pelo Sindicato das Micro e Pequenas Empresas Industriais (Simpi) de São Paulo mostra que, na média, a utilização da capacidade instalada subiu de 65% em junho para 67,4% em julho, próximo aos limites verificados na série história, iniciada em 1992. O maior índice havia sido verificado no último trimestre do ano 2000, quando o nível variou entre 67% e 70% entre outubro e dezembro.Segundo o levantamento, os pedidos em carteira aumentaram 3,8%, contra um recuo de 1% em junho. O faturamento médio aumentou 1,8% em julho e os estoques subiram 0,2%. Mas o índice de empresas que operam no sistema bancário com linhas de financiamento se manteve em 40%, porcentual considerado baixo já que tem havido aumento da produção.As 122 empresas pesquisadas, com média de 24,4 empregados cada, aumentaram em 1,6% seu quadro de pessoal, o que significa contratação de 17,3 mil funcionários. Foram registradas contratações em 27% das empresas, contra 13% que demitiram. Em junho, o indicador de emprego havia crescido 0,8% sobre maio. As micro e pequenas empresas de São Paulo empregam 976.500 trabalhadores.Principais problemasEntre os principais problemas enfrentados pelas micro e pequenas empresas, a pesquisa mostrou que para 24% das entrevistadas os altos impostos continuam a ser o maior entrave à produção. Mas entre os que consideram vendas o maior problema do setor, o porcentual caiu de 21% para 20%.O custo da matéria-prima continuou a ser um problema para 30% dos entrevistados, principalmente por conta da maior procura por insumos. A dificuldade para recebimento de créditos afeta 80% das micro indústrias paulistas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.