Capitais de emergentes contribuem para aumento de IED

O aumento do ingresso de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) nos dois primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2006, está ocorrendo não apenas através dos países desenvolvidos mas também pelos emergentes. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luis Afonso Francine Lima, o crescente ingresso de capitais de países em desenvolvimento no País vem ocorrendo desde o ano passado. "Nós perceberemos a continuidade dos investimentos diretos de países desenvolvidos, pela liquidez externa muito forte, mas também, e isso é uma novidade, de países emergentes". Entre os investimentos que o Brasil vem recebendo destacam-se os dos países asiáticos e dos latino-americanos México, Chile e Argentina.Lima destacou ainda que a previsão do Sobeet para o ingresso de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ao longo de 2007 foi revisto de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões, após a divulgação pelo Banco Central hoje dos resultados de fevereiro.Transações correntesA Sobeet prevê ainda para 2007 um superávit de US$ 8 bilhões, ou 0,6% do PIB, na conta de transações correntes do balanço de pagamentos. Lima salienta que o superávit registrado hoje, de US$ 593 milhões em fevereiro, ficou "ligeiramente inferior" à sua projeção inicial, de US$ 600 milhões.Segundo Lima, a discrepância entre o resultado esperado e o efetivo ocorreu na conta de pagamento dos juros. "As empresas estão aproveitando o câmbio apreciado para fazer o pagamento de juros, reduzindo seu endividamento. Esse aumento de remessas acaba impactando na redução da conta corrente, o que é positivo", disse.

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