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Capitais perdem participação no PIB, mas riqueza continua concentrada

Participação das capitais no PIB brasileiro cai para o menor patamar da série histórica, iniciada em 1999

Daniela Amorim, Agência Estado

11 Dezembro 2014 | 10h00


Embora a geração de riqueza no País permaneça concentrada em poucos municípios, a participação relativa do conjunto das capitais diminuiu na passagem de 2011 para 2012, segundo o Produto Interno Bruto dos Municípios divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 11. A fatia desses municípios caiu de 33,7% para 33,4% no período, o menor patamar de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1999. Naquele ano, as capitais brasileiras respondiam por 38,7% de todo o PIB nacional.

Ainda assim, a geração de renda permanece concentrada no País. Em 2012, apenas seis capitais respondiam por 25% de todo o PIB brasileiro: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus.

São cidades tradicionalmente concentradores da atividade de Serviços - Intermediação financeira, Comércio e Administração Pública, exceto Manaus, onde há equilíbrio entre o segmento e a Indústria de transformação, frisou o IBGE.

Avançando no ranking das principais economias, é possível destacar ainda que metade do PIB brasileiro de 2012 foi gerado por apenas 57 municípios. Outra medida de concentração da riqueza é o fato de 5,8% dos municípios brasileiros, 324 entre os 5.565 existentes, responderem por 75% de todo o PIB.

No entanto, houve melhora em relação a 2011, quando apenas 55 municípios respondiam por 50% do PIB e os 316 mais bem colocados já chegavam a 75% da geração de riqueza no ano.

Capitais. No ranking de capitais com maior participação no PIB nacional, avançaram uma posição Goiânia (de 0,67% em 2011 para 0,69% em 2012) e Aracaju (que manteve-se com 0,22% nos dois anos). Enquanto a primeira ultrapassou Vitória (que saiu de 0,68% para 0,65% no período), a segunda venceu Porto Velho (que passou de 0,23% para 0,22%).

Em 2012, as capitais da região Norte foram responsáveis por apenas 2,3% do PIB nacional, enquanto as do Sudeste detinham 18,4%. O Centro-Oeste respondia por 5,3% do PIB; o Nordeste, 4,7%; e o Sul, 2,7%.

Segundo o IBGE, o Amazonas foi o Estado mais dependente de sua capital, já que Manaus contribuiu com 77,7% para o PIB do Estado. Santa Catarina foi o mais autônomo, porque Florianópolis contribuiu com apenas 7,1%. A capital catarinense foi a única que não liderou o ranking de contribuições para o PIB dentro de seu Estado. Itajaí/SC (11,1%) ocupava a primeira posição, seguida por Joinville/SC (10,3%).

Indústria. A crise na indústria de transformação reduziu a fatia de municípios mais industrializados no PIB brasileiro em 2012. O baixo desempenho do segmento foi o principal responsável pelas perdas de participação de São Paulo (que passou de 11,6% de 2011 para 11,4% em 2012), Manaus (de 1,2% para 1,1%) e São Bernardo do Campo (de 0,9% para 0,8%). Em 2012, o PIB brasileiro cresceu 1% em relação a 2011.

Num período de cinco anos, o recuo na participação de São Paulo no PIB chega a 0,4 ponto porcentual. No entanto, o município se manteve isolado na liderança da geração de renda no País. São Paulo detém 11,4% do PIB brasileiro.

Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 5,0% do PIB nacional, seguido por Brasília, com 3,9%. Ambos perderam 0,1 ponto porcentual de suas fatias em relação a 2011.

Já a indústria extrativa registrou crescimento significativo em 2012, elevando a fatia dos municípios cujas economias estavam vinculadas às commodities minerais. O ganho de participação desses locais foi superior ao daqueles com indústria diversificada. O município de Campos dos Goytacazes/RJ teve sua participação no PIB nacional impulsionada de 0,9% em 2011 para 1,0% em 2012. Outros exemplos foram Cabo Frio/RJ (de 0,23% para 0,28%), Rio das Ostras/RJ (de 0,22% para 0,26%), Macaé/RJ (de 0,30% para 0,33%) e Presidente Kennedy/ES (de 0,10% para 0,12%).

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