Capital estrangeiro deve ficar com 90% das ações

A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da OSX Brasil, empresa de serviços para a indústria de petróleo controlada pelo empresário Eike Batista, foi praticamente toda direcionada a investidores estrangeiros. A expectativa é de que, mesmo considerando os papéis adquiridos pelo próprio Eike, que indicou a intenção de comprar US$ 300 milhões, a participação estrangeira fique acima de 90%, segundo apurou a Agência Estado.

, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2010 | 00h00

A oferta da OSX movimentou até R$ 2,817 bilhões, de acordo com dados encaminhados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), bem abaixo da expectativa inicial, de até R$ 9,9 bilhões. Com a procura, a companhia precisou reduzir o preço e a quantidade de ações da oferta. A empresa obteve o preço de R$ 800 por ação - abaixo do piso da faixa indicativa inicial, que variava entre R$ 1.000,00 e R$ 1.333,33.

Antes da mudança nas condições da oferta, não havia sequer um pedido de investidores institucionais locais no IPO da OSX, segundo a Agência apurou. No exterior, a operação foi comprometida pela crise financeira, que aumentou a aversão ao risco e reduziu os recursos disponíveis entre os grandes hedge funds e fundos de pensão. Investidores consideraram ainda que o preço original pedido foi elevado.

A participação de Eike na OSX deve ficar entre 70% e 75%. O resultado final da operação só será conhecido em 30 dias, mas a expectativa é que boa parte das ações fique nas mãos de investidores asiáticos, mais especificamente de Cingapura, sede de várias empresas que atuam no mesmo segmento. / V.P.

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