Capitalização da Petrobrás será histórica, afirma BMFBovespa

Presidente da bolsa diz que capitalização será a maior da história durante os próximos cinco anos

Célia Froufe e Leonardo Goy, da Agência Estado,

29 de setembro de 2009 | 17h06

O diretor-presidente da BMFBovespa, Edemir Pinto, disse nesta terça-feira, 20, à Agência Estado que o processo de capitalização da Petrobrás será o maior da história do Brasil, não só no momento em que ocorrer, mas, possivelmente, durante os próximos cinco anos. Isso não impedirá, contudo, de acordo com ele, que o mecanismo acabe monopolizando toda a liquidez do mercado acionário.

 

"Não acredito que a capitalização da Petrobrás venha a criar problemas para outras aberturas de capital", disse ele à Agência Estado, ao chegar à comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto de capitalização da estatal. Na pauta, a proposta de autorização de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações da Petrobrás. Além do diretor-presidente da BMFBovespa, a comissão ouvirá também a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana.

 

Na avaliação de Edemir Pinto, uma parte significativa das ações da Petrobrás já está em mãos de acionistas estrangeiros. "Você acha que não tem mais dinheiro para o resto?", questionou, brincando. Na opinião do diretor-presidente da bolsa, que ainda não foi comunicado a respeito da data de capitalização, todo o processo poderá acabar sendo uma propaganda do mercado acionário brasileiro no exterior. Ele argumentou que, como o investidor busca papeis que possam dar retorno, os ganhos com essas ações podem ser reinvestidos em outros papeis brasileiros. "Este será o maior movimento de capitalização em 2010, 2011, 2012... Em cinco anos continuará como a maior", considerou.

 

Capitalização será "pouco acima da média"

 

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta terça, sem citar números, que o volume de recursos a ser movimentado no processo de capitalização da empresa "será um pouco acima da média das operações desse tipo". Ele fez a afirmação durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia, na Câmara dos Deputados.

 

Gabrielli não apresentou estimativa sobre qual será o montante da capitalização da Petrobrás nem informou qual a média de operação. O que se sabe é que a parte da União na capitalização será o equivalente ao valor a ser atribuído a ser atribuído a reservas de 5 bilhões de barris de petróleo que serão cedidas onerosamente à estatal.

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