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Capitalização depende do Congresso, diz Gabrielli

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje que a capitalização da empresa deverá ocorrer até o final do primeiro semestre do ano que vem. Ele ressaltou que, para que isso aconteça, é necessário que o Congresso aprove o projeto que autoriza a operação. Além disso, é preciso ser concluída a prospecção da área que será cedida à empresa, em troca das ações de onde serão tirados cinco bilhões de barris.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 18h43

Gabrielli admitiu que, devido ao tamanho da operação e à forte participação de acionistas estrangeiros na Petrobras, a capitalização poderá pesar no câmbio, já que a entrada de dólares, no dia da operação, poderá valorizar o real. Ele disse imaginar que o Banco Central (BC) já deve estar preparando mecanismos para minimizar o efeito da capitalização no mercado de câmbio.

Ainda sobre a oferta de ações da Petrobras a seus acionistas, Gabrielli comentou, durante audiência pública na Câmara, que é preciso haver mudança de lei para que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) volte a ser liberado para que os acionistas que já compraram papéis da empresa com o fundo possam usá-lo novamente na capitalização. O executivo explicou que, na época em que foi liberado o FGTS para compra de ações da Petrobras, havia uma restrição legal que impedia novos aportes usando dinheiro do fundo.

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