Capitalização dos bancos na Europa ainda não terminou , diz Setubal

Crise e exigências mais rígidas de capital exigem que bancos revisem seus modelos de negócios 

Altamiro Silva Junior, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 12h07

SÃO PAULO - Os bancos na Europa passam por um processo de capitalização que ainda não terminou, avalia o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, que faz palestra em congresso da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir tecnologia bancária, o Ciab.

O momento é delicado e de transformação no sistema financeiro, avalia o executivo. "Sou pessimista com o que está acontecendo na Europa. Acho que no final o euro sobrevive, mas com muita dificuldade", disse na palestra.

O problema bancário na Europa é mais grave que em outras regiões do planeta. "Nos bancos dos Estados Unidos, o processo de capitalização está mais avançado", disse Setubal.

Nesse cenário de crise em vários países e de novas regras de capital mais rígidas, o chamado Basileia 3, Setubal destaca que os bancos em todo o mundo estão revendo seus modelos de negócios. Esse processo também ocorre no Brasil, que passa ainda por redução de juros.

"Os bancos terão que repensar muito seus modelos de negócios", disse ele, destacando que o desafio será como remunerar o capital adicional que terá que ser reservado por conta das novas regras de Basileia.

A queda da Selic, avalia Setubal, veio para ficar. Na sua avaliação, dificilmente a taxa deve voltar para níveis de dois dígitos, que eram no passado recente. "Os bancos terão que ser mais eficientes" disse ele. 

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