Capitalização manterá grau de investimento da Petrobras

O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, disse hoje no Senado que um dos objetivos da proposta do governo de capitalizar a Petrobras é o de melhorar a relação dívida-capital da empresa. Com isso, na futura produção do petróleo do pré-sal, a empresa poderá manter seu atual status de investment grade (grau de investimento) e, assim, continuar captando recursos a taxas mais baixas.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 11h27

"A Petrobras necessitará levantar muitos recursos nos próximos 30 anos. A expectativa é de que a produção em todo o pré-sal exigirá investimentos de US$ 500 bilhões. Para isso, a relação entre o capital e o endividamento não pode se deteriorar", afirmou o secretário-adjunto, em audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CFI).

Oliveira destacou que a operação de capitalização da Petrobras, com cessão onerosa de reservas equivalentes a 5 bilhões de barris pela União à empresa, foi desenhada de tal modo que não pesará na conta do superávit primário do setor público (economia para o pagamento de juros da dívida pública).

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