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Capitania dos Portos vai apurar causa de acidente em plataforma da Petrobrás

Prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 18h55

 A Capitania dos Portos do Espírito Santos (CPES) vai abrir um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e responsabilidades na explosão ocorrida no início desta tarde na FPSO Cidade de São Mateus, navio-plataforma operado pela Petrobrás no litoral de Aracruz, no Espírito Santo. Até o momento, três pessoas morreram, dez ficaram feridas e seis estão desaparecidas.

O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias. Segundo a CPES, a abertura de inquérito é um procedimento padrão em casos acidentes marítimos.

Em nota, o órgão informa ainda que a Marinha do Brasil deslocou um navio e duas aeronaves para a área do acidente, "com a prioridade inicial de realizar a evacuação de pessoal e remover as vítimas para os hospitais da Grande Vitória". 

Em nota, a estatal informou que 74 trabalhadores estavam embarcados na hora do acidente, por volta das 12h50 desta quarta-feira. O navio-plataforma, operado pela empresa BW Offshore e afretado pela Petrobrás, opera no pós-sal dos campos de Camarupim e Camarupim Norte, a cerca de 120 km da costa do Espírito Santo, desde junho de 2009.

A produção da unidade era de cerca de 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A concessão de Camarupim é operada pela Petrobrás (100%) e a de Camarupim Norte é uma parceria entre a Petrobrás (65%) e a empresa Ouro Preto Energia (35%).

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