Captação da poupança é a maior do ano em julho, mas ainda perde para 2013

Diferença entre saques e depósitos ficou positiva em R$ 4 bilhões no mês passado; no ano, queda na captação é de 63,7%

Victor Martins e Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2014 | 16h42

A caderneta de poupança registrou em julho captação líquida positiva de R$ 4,028 bilhões, após ter contabilizado saldo positivo de R$ 3,223 bilhões no mês anterior. Comparado a julho do ano passado, quando a captação havia sido positiva em R$ 9,331 bilhões, houve uma queda de 56,83%. Mesmo assim, foi a maior captação registrada neste ano. Os depósitos no mês passado somaram R$ 143,9 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 139,9 bilhões.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a captação - diferença entre os saques e depósitos - foi de R$ 13,6 bilhões, um queda de 63,7% em comparação com o desempenho no mesmo período do ano passado (R$ 37,6 bilhões).

Com o resultado do mês passado, que inclui ainda R$ 3,353 bilhões de rendimentos creditados, o saldo total da poupança chegou a R$ 634,352 bilhões, ante R$ 626,970 bilhões em junho. 

A regra da poupança mudou em 2012. Hoje, quando a taxa Selic está em 8,5% ao ano ou abaixo desse nível, a caderneta rende 70% do juro básico mais a variação da Taxa Referencial (TR). Acima disso - caso do atual momento - a poupança rende 0,5% ao mês ou 6,38% ao ano, fora a TR.

Em 2013, 55,5% das aplicações da poupança eram de até R$ 100, segundo balanço do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Estendendo o universo para até R$ 20 mil, chega-se ao porcentual de 95% do total de investidores da caderneta.

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