Captação privada compensa investimento direto, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse na noite desta quinta-feira que as captações privadas têm compensado a redução no fluxo de investimentos estrangeiros diretos no País. Segundo ele, de janeiro a junho deste ano, o aumento dos prazos das captações feitas pelas empresas no País foi significativa. "Iniciamos o ano com captações com prazo de seis a nove meses e, hoje, já temos de dois, quatro e sete anos", afirmou. "Isso está equilibrando o problema da diminuição dos investimentos diretos".Palocci afirmou que a queda dos investimento diretos acontece em todo o mundo. "Houve uma retração muito grande no mundo todo, inclusive nos países ricos", disse o ministro, lembrando os baixos índices de investimento no Japão e na Europa. "Seria até mais fácil se fosse um problema só do Brasil. Mas isso é um problema mais amplo", disse.Palocci afirmou que o governo está estudando a questão e que pretende avançar nos próximos meses na consolidação das regras dos setores de infra-estrutura, o que poderá funcionar como uma resposta do governo brasileiro para tentar atrair dinheiro novo para a economia.

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