Captações externas de empresas recuam 17,2% no semestre

As captações externas de empresas brasileiras encerraram o primeiro semestre com queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2012, ao totalizarem US$ 25 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O desempenho do período foi impactado, conforme boletim da entidade, pelas expectativas quanto à mudança da política monetária dos Estados Unidos, o agravamento do cenário macroeconômico doméstico e o aumento da percepção de risco país. "Depois do volume recorde registrado em maio (US$ 13 bilhões), não houve ofertas em junho", destaca a Anbima.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

05 de julho de 2013 | 17h54

A alteração no cenário também pesou sobre o desempenho das ofertas de ações no mercado local. Foram levantados apenas R$ 432 milhões em junho - na distribuição da oferta da Iguatemi - enquanto a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Votorantim Cimentos foi interrompida por até 60 dias, postergando para depois do período de férias a possível retomada das ofertas com renda variável.

Apesar do ambiente adverso, no primeiro semestre, a oferta da BB Seguridade, em abril (R$ 11,5 bilhões), e o baixo desempenho observado em 2012 fizeram com que as captações com ações crescessem mais que o dobro das realizadas no mesmo período do ano passado.

As ofertas de junho, conforme a associação, concentraram-se no segmento de dívida, com R$ 7,3 bilhões, principalmente em debêntures, com emissões de R$ 5,1 bilhões. O montante é próximo à média observada nos primeiros cinco meses do ano. "Ainda assim, as captações com renda fixa apresentaram redução de 18,6% no semestre em relação aos seis primeiros meses de 2012", acrescenta a entidade.

O segmento de renda fixa respondeu por 71% das captações no mercado local no semestre, de R$ 62,2 bilhões. Conforme a Anbima, este resultado aponta declínio tanto na participação relativa destes ativos, como no volume absoluto, em comparação às realizadas nos mesmos períodos de 2011 e 2012. Além disso, "contrasta com a trajetória ascendente destes títulos no total das ofertas observada desde 2007".

"Parte desta redução, contudo, pode ser atribuída à elevada utilização dos títulos de dívida em 2012 (R$ 128,8 bilhões) e à retomada das ofertas de ações em 2013 (R$ 17,7 bilhões), vis-à-vis o baixo volume deste instrumento em 2012 (R$ 14,3 bilhões)", acrescenta a Anbima, em seu boletim mensal.

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