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Carbocloro busca energia boa e barata

O diretor-presidente da Carbocloro, Arthur Cesar Whitaker de Carvalho, disse, nesta quinta-feira, que a companhia não teme novo racionamento de energia. A indústria produz soda cáustica e cloro em Cubatão (litoral paulista), e a energia representa 35% de seus custos de produção.No ano passado, assim como outras empresas eletrointensivas, a Carbocloro reduziu em 25% o consumo. Mesmo assim, se prepara para eventualidades, buscando caminhos alternativos para formar um mix que garanta energia de qualidade a custos competitivos.Segundo Carvalho, a geração própria a partir do gás ainda está descartada, devido ao custo do insumo básico. "Podemos negociar participação em hidrelétricas, enquanto o investimento em energia a gás não for viável", exemplificou. A Carbocloro foi a primeira indústria brasileira a negociar um contrato de compra de energia e venda de excedentes com uma concessionária.O acordo firmado com a Copel, empresa de energia do Paraná, é válido até 2005. "Negociamos a prorrogação do contrato e avaliamos propostas de outras concessionárias", disse o executivo. Segundo ele, porém, o fornecedor preferencial é a Copel.Hoje, o preço oferecido pela Copel é competitivo em comparação com o praticado no mercado internacional. "O aumento do custo da energia, imposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tornará o produto de fontes fora das concessionárias alternativas muito caro", comentou.O projeto Cogera, que a Carbocloro tinha a intenção de levar adiante com as parceiras Rhodia e Solvay Indupa, está descartado. Segundo Whitaker, a companhia poderá optar por geração própria, em parceria com outra empresa, de forma a obter escala suficiente para viabilizar o custo e a manutenção do empreendimento.

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