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Carga tributária cresce e atinge 33,56% do PIB

Números são referente ao ano passado, em 2009, carga de tributos correspondia a 33,14% do PIB ; expansão forte da economia justifica alta

RENATA VERÍSSIMO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h05

Impulsionada pela retomada do crescimento econômico depois da crise, a carga tributária brasileira subiu e atingiu 33,56% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, informou ontem a Receita Federal. Foi um aumento de 0,42 ponto sobre 2009.

Num momento em que o Congresso discute a possibilidade de criar um novo tributo para financiar a saúde, o dado deverá reforçar os argumentos dos que são contra. O coordenador geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita, Othoniel Lucas de Sousa, adiantou que a carga deverá crescer também em 2011.

De acordo com a Receita, União, Estados e municípios arrecadaram R$ 1,233 trilhão no ano passado, para um PIB de R$ 3,674 trilhões. Na comparação com 2009, o crescimento do volume arrecadado foi de 8,9%, com expansão de 7,5% do PIB

Além da economia mais aquecida, outros fatores ajudaram a impulsionar a arrecadação. O fim da redução de alíquota do IPI, que foi concedido durante a crise financeira internacional, e o crescimento das importações, que leva ao aumento nos recolhimentos do Imposto de Importação, IPI, Cofins e ICMS, também pesaram. Houve ainda um aumento das alíquotas do IOF nas operações de câmbio.

Segundo a Receita, com base nos dados de 2009, a Receita informou que a carga tributária brasileira é inferior à média dos países da OCDE, que é de 34,8%. O Brasil teve uma carga de 33,1% naquele ano, abaixo da maior parte dos países europeus. No entanto, muito acima da carga de países como Chile, México, EUA e Turquia. A Dinamarca teve a maior carga, com 48,2% .

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