Carga tributária sobe e chega a 38,11% do PIB

A carga tributária brasileira teve alta de 1,2 ponto porcentual no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, conforme estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A alta, segundo o estudo, foi puxada principalmente pela taxas Cofins, INSS, ICMS, Imposto de Renda e pelos tributos municipais. Dessa forma, o somatório dos tributos federais, estaduais e municipais arrecadados respondeu por 38,11% do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre, ante o índice de 36,91% do mesmo período de 2003. Segundo o instituto, a arrecadação total do semestre foi de R$ 311,28 bilhões, com crescimento nominal de R$ 44,23 bilhões e crescimento real de R$ 28,05 bilhões, tomando como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). AumentoOs tributos federais responderam por 68%, ou R$ 213,44 bilhões, da arrecadação tributária total do País no primeiro semestre desse ano, de acordo com o estudo do IBPT. Os tributos estaduais representaram 26%, ou R$ 79,94 bilhões, enquanto os municipais responderam por 6%, ou R$ 17,90 bilhões, mantendo os mesmos porcentuais do primeiro semestre de 2003.Ainda segundo o estudo, a carga tributária per capita do primeiro semestre de 2004, em comparação ao mesmo período do ano anterior, apresentou crescimento de 14%. Isto equivale a dizer que cada brasileiro pagou R$ 206,88 a mais de tributos no semestre.A estimativa do IBPT é que, projetando-se a carga tributária per capita para todo o ano de 2004, haverá um aumento de 16%. Dessa forma, cada brasileiro deverá pagar de tributos em 2004 um valor de R$ 3.589,14, um aumento de R$ 496,67, em relação a 2003, quando o montante de impostos per capita foi de R$ 3.092,47.

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