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Cargill investe no Brasil para fortalecer posição

Montante pode chegar a R$ 500 milhões, ante os R$ 400 milhões deste ano, se surgirem oportunidades para maiores aportes da matriz

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2017 | 06h03

A Cargill prevê ampliar seus investimentos no País em 2018. O montante pode chegar a R$ 500 milhões, ante os R$ 400 milhões deste ano, se surgirem oportunidades para maiores aportes da matriz, diz à coluna o presidente da empresa no Brasil, Luiz Pretti. Parte do bolo vai para aquisições em todas as áreas de atuação da Cargill por aqui, como a de nutrição animal, na qual pretende ser uma das líderes nos próximos três anos. Outra parcela deve ir para a construção do Terminal Exportador de Santos (TES), em consórcio com a Louis Dreyfus, no qual a Cargill tem 40%. Haverá investimento também em pesquisa, novos produtos e melhorias em fábricas. Nos últimos seis anos, a empresa investiu no País R$ 3,8 bilhões, grande parte aplicada em infraestrutura logística.

Rumo ao Norte. A Cargill fecha 2017 com a estação de transbordo de cargas (ETC) concluída em Miritituba, distrito paraense de Itaituba. Ali, a empresa tem capacidade para movimentar 3 milhões de toneladas de soja e milho que chegam em caminhões e seguem em barcaças, pelo Rio Santarém, até seu terminal no Porto de Santarém (PA). Em 2017, 1,5 milhão de toneladas passaram pela ETC, que demandou R$ 180 milhões em investimentos. Neste ano a empresa finalizou obras no porto para permitir a movimentação de 5 milhões de toneladas de grãos ante a capacidade atual de 2 milhões de toneladas. 

Carteira aberta. A trading planeja ainda emprestar mais recursos aos produtores rurais. Em 2017, a carteira de crédito da Cargill somou R$ 2,4 bilhões e o plano, segundo Luiz Pretti, é elevar em 20% este valor em 2018. “Gostaria de aumentar não só o tamanho de carteira como o número de produtores atendidos”, conta. Agricultores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, oeste da Bahia e Paraná, incluindo cooperativas do Estado, devem ser beneficiados. 

Buraco negro. O Ministério da Agricultura está discutindo como dar mais segurança a revendas agropecuárias, empresas de defensivos e tradings na concessão de crédito a produtores. É comum esses agentes adiantarem insumos a agricultores antes do plantio e receber o pagamento na colheita. Como garantia, produtores entregam CPRs (Cédulas de Produto Rural), documento normalmente não registrado em cartório e que traz apenas a descrição da produção devida. “Isso gera insegurança porque o produtor, eventualmente, pode emitir CPRs equivalentes a uma produção acima de sua capacidade”, diz Célio Porto, coordenador técnico da Comissão de Política Agrícola do Instituto Pensar Agro, que participa do debate. 

Transparência. O governo e o setor produtivo trabalham em um projeto de lei para mudar a legislação sobre CPRs. A intenção é fazer com que o registro do documento seja obrigatório para uma eventual execução judicial de dívidas. Ainda se discute se o procedimento será físico (em cartório), eletrônico (possivelmente na Cetip) ou ambos. A preferência do mercado é de que seja eletrônico, o que facilitaria a quem concede crédito conhecer o nível de endividamento dos produtores. 

Otimismo. O presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, está otimista quanto ao interesse de empresas pelo desenvolvimento de estudos técnicos e de viabilidade econômica e financeira da expansão da ferrovia, que cruza o território paranaense. Segundo ele, a busca por dados do Procedimento de Manifestação de Interesse, no site da Ferroeste, está acima do esperado. Os dados são necessários para interessados elaborarem suas propostas.

Bombou. Araujo diz que, na reunião de apresentação do plano, realizada em São Paulo no fim de novembro, 140 pessoas estiveram presentes, entre elas secretários de Estado, cônsules de mais de cinco países e empresas interessadas.

Leiteiras. O diretor-geral de uma das maiores cooperativas de leite da Índia, a Apex Organisation of the Dairy Cooperatives of Gujarat ou Amul, esteve no Brasil para conhecer bovinos da raça leiteira gir. Rupinder Singh Sodhi visitou as fazendas Mutum e Coqueiro & Barreiro, em Goiás, próximo a Brasília, com o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e diretor-geral da CRI Genética Brasil, Sérgio Saud. Na foto, a partir da esquerda, Leo Machado, proprietário da Fazenda Mutum; Bruno Scarpa Nilo, gerente de produto leite da CRI Genética e Sodhi.

Genética. A Eldorado Brasil começou a produzir em Andradina (SP) clones de eucalipto que podem atingir produtividade média 16% superior à dos utilizados atualmente, desenvolvidos pelo programa de melhoramento genético da companhia. A meta da empresa é até 2023 cultivar apenas clones selecionados por meio do programa.

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