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Cargill processa Syngenta por rejeição de milho dos EUA pela China

A Cargill, principal exportadora de grãos dos Estados Unidos, disse que entrou com processo contra a empresa de sementes Syngenta Seeds em um tribunal da Louisiana reclamando de prejuízos provocados pela rejeição de milho geneticamente modificado dos EUA pela China.

REUTERS

12 de setembro de 2014 | 14h49

A Cargill, com sede em Minnesota, disse em comunicado que a Syngenta expôs a trading de grãos a perdas ao comercializar a semente de milho Agrisure Viptera, também conhecida como MIR 162, antes da variedade ser aprovada para importação pela China, um importante país comprador.

Desde novembro, a China já rejeitou centenas de milhares de toneladas de milho dos EUA, incluindo navios carregados pela Cargill na Louisiana, devido à presença de genes da MIR 162, segundo o comunicado.

"Diferente de outras empresas de sementes, a Syngenta não praticou gestão responsável ao comercializar amplamente um novo produto antes de receber a aprovação de um mercado importante para a exportação como a China", disse o presidente da divisão de cereais e oleaginosas da Cargill na América do Norte, Mark Stonacek, por meio de nota.

Em abril, a Cargill disse que a rejeição de carregamentos de milho dos EUA pela China contribuiu para uma queda de 28 por cento nos lucros do trimestre encerrado em 28 de fevereiro.

A Syngenta Seeds é uma subsidiária da suíça Syngenta AG, maior empresa de químicos para agricultura do mundo. Um porta-voz da empresa disse que irá comentar o assunto ao longo da sexta-feira.

(Por Tom Polansek)

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