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Cargo de Gabrielli é alvo da cobiça de todos os partidos

Presidente da Petrobrás coleciona atritos dentro do governo e diz sentir-se ?injustiçado?

Vera Rosa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

13 de maio de 2009 | 00h00

Dono de temperamento explosivo, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli (PT), coleciona atritos dentro do governo. Seu relacionamento com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nunca foi fácil e ele já comprou brigas tanto com a equipe econômica como com o Ministério de Minas e Energia. Para completar o "inferno astral", sua cadeira é alvo de cobiça do PMDB. Contestado pela Receita Federal, que considerou ilegal um artifício contábil empregado no ano passado pela empresa para deixar de pagar cerca de R$ 4 bilhões em impostos, Gabrielli tem dito a amigos que se sente "injustiçado". Não foi à toa que, na segunda-feira, ele não conteve a irritação ao explicar como foi montada a operação que mudou o regime tributário de 2008 - de competência para caixa -, rendendo compensações fiscais à estatal. "Eu penso que a Petrobrás é como a Geni: gosta-se muito de bater nela", comparou. Amigos de Gabrielli identificam "digitais" do Ministério de Minas e Energia, comandado por Edison Lobão (PMDB), no processo de fritura do petista. Lobão nega qualquer divergência, mas peemedebistas admitem, em conversas reservadas, que a Petrobrás é "a estatal dos sonhos" de todos os partidos. De qualquer forma, depois de escancarado o confronto entre a Petrobrás e a Receita Federal, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram ontem em cena para jogar água na fervura da nova crise política. Enquanto a oposição falava em CPI e enviava requerimento ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrando explicações sobre o impacto da mudança na arrecadação de impostos, petistas defendiam Gabrielli e diziam haver brecha legal para a manobra contábil. O presidente da Petrobrás alega que estava autorizado a modificar o regime tributário de 2008 pela medida provisória 2158-35/2001. Nos bastidores do governo, porém, circulam rumores de que a crise poderá produzir troca de comando na diretoria financeira da Petrobrás.Afilhado político do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), Gabrielli entrou em rota de colisão com Dilma - pré-candidata de Lula ao Planalto, em 2010 - por motivos que vão do preço da gasolina e do óleo diesel até o nível de investimentos da empresa. Para compensar as exigências, o governo retirou a Petrobrás do cálculo de superávit primário do setor público.Gabrielli considerou a decisão "importante" para a companhia cumprir compromissos de investimentos, estimados em US$ 174,4 bilhões até 2013. Na sua avaliação, a meta antiga de superávit prejudicava o plano, que pode servir de plataforma eleitoral para Dilma.

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