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Cariocas estão otimistas e não se assustam com juro alto

O otimismo do consumidor do Rio de Janeiro, registrado em dezembro do ano passado, foi o mais alto dos últimos cinco anos, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Fecomercio-RJ. O Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que mede a satisfação a partir de um índice de cem pontos, mostrou que o patamar do mês passado ficou em 115,5 pontos. Para a diretora do Fecomercio-RJ, Clarice Messer, o cenário favorável em 2006 - inflação baixa, aumento de renda, massa salarial e nível de emprego - deu otimismo ao consumidor carioca em 2005. "O ano de 2005 foi o único ano da série histórica com todos os meses acima da linha de otimismo (ou seja, acima de 100 pontos)", disse. A pesquisa, realizada com 3,139 mil consumidores entre os dias 13 e 16 de dezembro do ano passado, também apontou que o porcentual de pesquisados que contaram com "sobra" no orçamento em dezembro de 2005 ficou em 30,8%, resultado superior ao registrado em igual período de 2004 (29,1%).No caso do consumo, a participação dos entrevistados que adquiriram bem durável nos últimos seis meses ficou em 51,8% no período, bem acima do verificado em dezembro de 2004 (44,7%). "A preferência pelo consumo foi maior no setor de eletroeletrônicos", acrescentou Clarice. De acordo com a pesquisa, 46,6% dos pesquisados usaram algum tipo de financiamento. O índice foi superior ao verificado em igual período de 2004, quando 45,3% dos entrevistados optaram por este tipo de serviço. A inadimplência, por sua vez, apresentou desaceleração: de 21,2% em 2004 para 20,6% em 2005. Juros não assustam consumidoresClarice avalia que O patamar elevado de juros não assustou o consumidor do Rio de Janeiro no ano de 2005. Ela explicou que o aumento nas condições de crédito, principalmente nos consignados, ajudou na formação do otimismo do consumidor. "O nível de juros é extremamente relevante para o comércio. Por outro lado, as condições de acesso ao crédito desde 2003 foram melhorando de forma consistente", disse. Para ela, a melhor oferta no acesso minimizou o impacto dos juros altos no ano passado.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2006 | 18h53

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