Carlos Lessa defende compra de capital da Valepar

O domínio sobre o mercado siderúrgico foi o motivo apresentado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, para a compra de 8,5% do capital da Valepar, controladora da Companhia Vale do Rio Doce. Enfatizando que seria o seu último comentário sobre o assunto, ele garantiu a empresários reunidos na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que tornaria a fazer o negócio, apesar das críticas recebidas. "A Companhia Vale do Rio Doce é a chave para o domínio da siderurgia mundial. Acho que fiz um negócio impecável para o interesse brasileiro. E se houvesse outro negócio desses, eu o repetiria na semana que vem. Não tenho nada contra exportar minério de ferro, mas prefiro exportar placa de aço", afirmou Lessa, declarando que a posição acionária anterior da Valepar "não dava nenhuma tranqüilidade ao BNDES".Segundo ele, se o banco não exercesse sua opção de compra na mineradora, poderia abrir caminho para a companhia japonesa Mitsui elevar sua participação e mais tarde ganhar direito a veto no conselho. O executivo explicou que tanto a Bradespar, quanto os fundos de pensão não se mostraram interessados no negócio. "Era o BNDES ou a Mitsui", argumentou. "A Vale é decisiva para metalurgia e chave para a siderurgia mundial. A jóia da coroa não pode sair da soberania brasileira", concluiu.

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