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Marun prevê 'bela vitória' na reforma da Previdência

Novo Secretário de Governo disse que sistema previdenciário atualmente funciona como um 'Robin Hood ao contrário'

Fernando Nakagawa, enviado especial, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2017 | 21h31

Buenos Aires – Recém-escolhido novo Secretário de Governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), prevê uma “bela vitória” dos governistas na tramitação da reforma da Previdência na Câmara. O parlamentar prevê que os argumentos garantirão a vitória para o governo que quer mudar o sistema previdenciário que atualmente funcionaria como um “Robin Hood ao contrário” porque tira dos pobres e distribui o dinheiro aos ricos.

“Confio que até dia 18 vamos ter os votos necessários para que seja colocado em discussão e que venhamos colher uma bela vitória”, disse o deputado durante a sessão inaugural da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) na capital argentina. Marun e alguns outros parlamentares vieram junto com Temer no avião presidencial.

O deputado indicou que o governo aposta fichas no debate racional sobre a Previdência. “Eu penso que essa discussão vai ser relevadora. Ali vão ter que ser colocados os argumentos”, disse. “O Brasil não pode continuar suportando esse sistema previdenciário que é um sistema de distribuição de renda às avessas. Tira dos mais humildes e distribui entre os mais aquinhoados”, disse, ao citar o personagem conhecido por pegar dos ricos para dar aos pobres. Curiosamente, a mesma comparação foi feita recentemente por Guilherme Boulos, principal líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST).

Questionado sobre eventual estratégia nos bastidores que teria distribuição de cargos e liberação de emendas, Marun negou. “Ate hoje, não vi nenhum deputado que critica (as emendas) recusá-las. Isso não existe. É uma demagogia muito grande”, disse, ao comentar que o Orçamento já prevê pagamento das emendas e é impositivo.

Sobre a distribuição de cargos, Marun comentou que “não tem conhecimento”. “A última vez que houve movimentação de cargos, e mesmo assim muito pequena, talvez foi quando alguns colegas que votaram contra a denúncia (contra Michel Temer) abriram mão de cargos”, disse o escolhido para o ocupar a secretaria.

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