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Carlyle é responsável por dívida da Urbplan, diz juiz

É a primeira vez que um juiz acata pedido de um dos credores para responsabilização do fundo por dívidas que fazem parte do processo de recuperação judicial da Urbplan

Coluna do Broadcast, Cristiane Barbieri, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2019 | 05h00

O Carlyle Group, que atua na administração de ativos alternativos, em private equity e serviços financeiros, foi considerado responsável por uma dívida da Urbplan tomada do Banco BBM, mesmo após ter vendido a loteadora, em 2017, para um grupo de investidores. A sentença é de primeira instância e ainda deve ter desdobramentos. É, no entanto, a primeira vez que um juiz acata pedido de um dos credores para responsabilização do fundo por dívidas que agora fazem parte do processo de recuperação judicial da Urbplan. Isso quer dizer que, se decisões semelhantes forem tomadas em outras instâncias da Justiça, mais credores poderão se sentir estimulados a cobrar suas dívidas do Carlyle, RE Brasil e BRL Partners FIDC, por meio dos quais detinham recebíveis e lotes da Urbplan.

Sentença. Entre os maiores credores da Urbplan está a securitizadora Gaia, com cerca de R$ 200 milhões. O pano de fundo da discussão judicial são alegações de que o Carlyle esvaziou o patrimônio da Urbplan com a transferência de recebíveis e lotes, mesmo com os sinais de que a loteadora mostrava fragilidade financeira. A empresa pediu recuperação judicial oito meses após sair das mãos do Carlyle. O juiz, em sua decisão, afirma que a Urbplan e o Carlyle “agiram conjuntamente abusando da personalidade jurídica, visando à dissipação do patrimônio da loteadora, em prejuízo de seus credores, configurando a prática de fraude”. 

Outro lado. Procurada, a Urbplan informou que sua recuperação judicial corre em foro distinto da referida decisão de primeira instância. Portanto, não cabe manifestar-se. O Carlyle Group esclareceu que a Urbplan foi até 2017 um investimento proprietário indireto do The Carlyle Group L.P, separado e sem relação com os investimentos realizados no Brasil pela gestora de recursos de terceiros. O Carlyle Group disse ainda que a RE Brasil e o BRL Partners FIDC irão recorrer da decisão no Tribunal de Justiça.

Meu MEI. O banco Safra quer abocanhar um pedaço do disputado mercado dos pequenos negócios e microempreendedores (MEI) com sua maquininha, a Safrapay. Para atraí-los, oferecerá terminais sem custo e aluguel, e 100 dias de taxa zero nas transações. 

BBB. Assim como os concorrentes, o Safra também apostou em um padrinho popstar para suas maquininhas: o apresentador Tiago Leifert. O banco entrou na arena em 2017 em uma ofensiva para obter as receitas de adquirência de seus clientes que até então estavam sendo dadas de bandeja para os concorrentes em um mercado que movimenta mais de R$ 1 trilhão em transações por ano. Agora, faz uma nova ofensiva para disputar os MEIs – segmento com competição acirrada: a GetNet, do Santander, lançou a vermelhinha, a Cielo comprou a Stelo e a Rede, do Itaú Unibanco, tem a Pop. Recentemente, a Stone também entrou na disputa nesse nicho.

Compartilhar. Presidentes e fundadores de grandes empresas, ligados à comunidade judaica, vão compartilhar seus conhecimentos com empreendedores. Entre eles, Claudio Bobrow (fundador da Puket), Richard Stad (Aramis), Semy Dayan (Daycoval), Alexandre Lafer Frankel (Vitacon), Joseph Nigri (Tecnisa), Tufi Duek (Forum e Triton) e Raphael Klein (Kivik Ventures), que vão atuar como mentores do programa de aceleração Merkaz 2019.

Inscrições abertas. O projeto é uma iniciativa conjunta entre o coworking Merkaz, o clube A Hebraica de São Paulo, a Congregação Israelita Paulista, o Fundo Comunitário e a Kyvo Design. Até cinco startups das áreas de construção, educação, saúde, fintechs e varejo serão selecionadas para o programa, que abre inscrições amanhã, dia 11.

Check in. A Ciclic, de BB Seguros e Principal, começa a atacar novos mercados no digital. Constituída com foco na venda de planos de previdência privada, vai avançar agora para seguro viagem. Para viabilizar a oferta para viajantes locais e internacionais, a novata fechou com a seguradora norte-americana Starr e sua empresa de assistências, a suíça Assist Card, que vai operar o produto.

Destino inexplorado. O interesse de gigantes como a seguradora do Banco do Brasil e a Principal Financial Group, que também são sócios na Brasilprev, em uma plataforma digital de venda de seguros tem como pano de fundo marcar presença em um canal que é pouco explorado no Brasil. No caso do BB, além de ampliar receitas de venda de seguros que não embutem o risco da operação, a aposta mira também os não-bancarizados. 

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