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Carne bovina alivia alta de aves e suínos, aponta FGV

A carne bovina está barrando um aumento de preços mais acentuado na carne de franco e suína por ter menor dependência de commodities que estão em alta no mercado internacional, afirmou o coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Salomão Quadros. Os preços das carnes de porco e a de aves estão sendo pressionados pelo aumento no valor dos grãos que servem de insumos para a ração, que é mais utilizada para esses dois tipos de animais. Segundo o economista, a carne de boi apresentou deflação de preços em agosto e isso inibe aumentos para outras carnes nos supermercados.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

30 de agosto de 2012 | 14h53

"A carne bovina segura o repasse do preço dos grãos às outras carnes. Tanto que vemos que no varejo a carne suína ainda não está acelerando", afirmou o economista, em entrevista coletiva para detalhar o resultado do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto. Para o consumidor, a carne de boi apresentou em agosto uma taxa negativa de 0,06%.

Já a carne de porco subiu em toda a cadeia, desde o produtor até o consumidor. Mas no último estágio, o do consumo, houve em agosto uma desaceleração de preço, para 0,77%, de 1,15% em julho. De acordo com Quadros, a produção de carne bovina foi muita alta esse ano e, aliada à uma exportação debilitada, levou a uma maior oferta no mercado interno, o que impede que outras carnes tenham aumento de preços mais acentuado.

A alta dos grãos no mercado internacional afetou primeiramente a carne de frango, que no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,56% em agosto para o frango inteiro e 0,44% para o frango em pedaços. Mas, de acordo com Salomão, outros produtos compensaram essa alta e levaram o grupo Alimentação a fechar o mês com desaceleração de preços. "O grupo Alimentação segue nível confortável. Se as aves começam a pressionar, as frutas já desaceleram", disse. O tomate, por exemplo, saiu de uma alta de 51,28% em julho para um avanço de 36,32% em agosto.

Para o economista da FGV, o impacto de preços provocado pela política governamental de estímulo ao consumo por meio de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já foi quase totalmente absorvido. Um exemplo é o caso dos automóveis novos, cuja queda nos preços foi bem menor em agosto (-0,49%) do que o observado em julho (-1,29%). "Os preços do IPI já foram repassados", afirma.

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