Carne brasileira é mais antiética que britânica, diz jornal

Em artigo publicado pelo jornal The Guardian, o jornalista e ativista político Georges Monbiot afirma que comer carne brasileira é "cem vezes mais antiético" do que comer carne britânica. Monbiot trata da descoberta de novos casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, mas também afirma que a expansão da pecuária no Brasil é a principal responsável pelo fato de que "os últimos três anos foram os mais destrutivos da história da Amazônia brasileira".Ele atribui a pecuaristas da região "o massacre" de 1,2 mil pessoas e o que diz ser a "quintuplicação" da escravidão no Brasil nos últimos dez anos."O governo de um país que - apesar de seus melhores esforços - não conseguiu acabar com a escravidão, os assassinatos e as catástrofes ambientais espera que a gente acredite que seus padrões de higiene nas fazendas são implementados de forma tão rigorosa quanto as de qualquer outra nação", escreve o ativista.Ele termina o texto conclamando os leitores do jornal a ajudá-lo a "localizar" os estabelecimentos que vendem carne brasileira, uma vez que, segundo o autor do texto, ninguém na Grã-Bretanha agora admite que está negociando o produto. Tirando o brilhoOutro jornal britânico, o Financial Times, afirma que o gado brasileiro com febre aftosa é um dos três "incidentes" que estão "tirando o brilho" de recentes vitórias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições para as lideranças do PT e do Congresso.O segundo incidente é o recuo do governo na chamada "MP do Bem", qualificada por um analista citado pelo jornal como "a mais importante iniciativa legislativa do governo neste ano".E um terceiro incidente, segundo o FT, é a seca que atinge a região amazônica. "Críticos dizem que mais deveria ter sido feito para preparar serviços de emergência", diz o jornal.

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