André Dusek/Estadão
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Carne Fraca afeta meta de expansão do Brasil no mercado mundial de alimentos, diz Blairo Maggi

Ministro informou aos conselheiros da CNI que o objetivo era elevar a fatia brasileira no mercado de alimentos dos atuais 7% para 10%

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2017 | 15h42

BRASÍLIA - A reação dos mercados consumidores internacionais às revelações da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, vai afetar o trabalho de aumento da participação do Brasil no mercado internacional de alimentos, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em reunião do Conselho de Agronegócio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira pela assessoria de imprensa do ministério.

De acordo com a pasta, o ministro informou aos conselheiros da CNI que o objetivo era elevar a fatia brasileira no mercado de alimentos dos atuais 7% para 10%. No entanto, o trabalho foi prejudicado pela operação. "O fato de conseguirmos manter o mercado aberto não significa que teremos o mesmo volume de vendas", comentou o ministro. Ele acrescentou que, sem um trabalho intenso, o risco é perder mercado.

O ministro esclareceu que a China e a União Europeia permanecem com muitas dúvidas sobre os controles sanitários brasileiros. Essas perguntas têm sido respondidas pelo ministério, informou Maggi. A China, que havia suspendido o desembaraço das cargas de carne brasileira, retomou as importações hoje. A União Europeia mantém restrição à compra de produtos dos 21 frigoríficos investigados. Desde o início da crise, o governo suspendeu a emissão de licenças de exportação para esses estabelecimentos.

Na reunião da CNI, o ministro disse que governo e associações do setor de carne terão de viajar para os principais mercados, para reafirmar a qualidade dos produtos brasileiros.

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