Carnevali, da Cisco, nega ser sócio da mude

O ex-vice-presidente da Cisco para a América Latina, Carlos Roberto Carnevali, nega ser sócio da distribuidora Mude e garante que tudo o que fez foi com "total conhecimento, aprovação e controle? da matriz da Cisco nos Estados Unidos. "A acusação que me fazem é de que sou sócio oculto da empresa Mude, o que é absolutamente inverídico?, diz Carnevali, em nota ao Estado. "Não há qualquer elemento indiciário e indicativo de tal acusação, comprovando tal fato a abertura de meus próprios sigilos fiscal e bancário, já à disposição das autoridades.?Em 16 de outubro, 40 pessoas foram presas numa operação da Polícia Federal, em conjunto com a Receita e o Ministério Público, para desmontar um esquema de fraudes no comércio exterior que teria causado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em sonegação de impostos. O foco da operação foram a Cisco, fabricante americana de equipamentos de telecomunicações, e sua principal distribuidora brasileira, chamada Mude. Entre os detidos, estava Carnevali. O executivo foi ouvido pela Justiça na sexta-feira e liberado no sábado.Carnevali afirma que sempre agiu de acordo com a matriz: ?Nos cerca de 13 anos em que estive vinculado à Cisco, nenhuma prática por mim adotada ocorreu sem o total conhecimento, aprovação e controle da matriz da Cisco nos Estados Unidos - visto que toda e qualquer operação comercial, contratação, acordo de parceiros, política de canais, concessão de crédito e determinação de níveis de desconto seguem um rigoroso processo de aprovação interna e que não se subordina diretamente às estruturas e operações de cada país?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.