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Carrefour abre mão de líderes devido a preços

A falta de consenso nas negociações com a indústria levou o Carrefour a abrir mão de marcas líderes. A empresa ficou sem estes produtos em alguns momentos nos últimos meses por não aceitar os aumentos que julgou injustificáveis. O açúcar União, por exemplo, esteve fora das gôndolas por dois meses. Hoje já está de volta, com preços reajustados, mas compete com marcas mais baratas.A parceria que a rede mantém com alguns fabricantes que fornecem produtos chamados "primeiro preço" garantiu o abastecimento, disse o diretor de mercadorias, Luiz Carlos Santos. Foi o caso do açúcar Caravelas, que está sendo vendido por R$ 0,89, enquanto o União está em R$ 1,04. Santos alega que desde julho os aumentos pedidos chegam a 60% e o Carrefour tentou repassar o mínimo possível, sacrificando suas margens.Além de abrir mão das marcas líderes - a estratégia abrangeu outros produtos e marcas -, a empresa usou a estratégia de reduzir o volume negociado, a área de exposição ou excluiu produtos das promoções, com intuito de brecar os aumentos. Indagado se não considerava a manobra arriscada nesta fase de forte competição do setor, Santos alegou que "faz parte do nosso negócio". "O Carrefour tem um papel importante para evitar aumentos", disse.A empresa argumenta que este posicionamento, aliado a compras antecipadas de produtos assim que fornecedores sinalizaram aumentos, vem garantindo a elevação do faturamento mesmo com a crise econômica. Outubro foi o melhor mês do ano em vendas para a empresa, superando até a média dos meses anteriores de crescimento de 10% sobre o ano passado. A performance foi superior até a setembro, quando a empresa realiza as promoções de aniversário. Santos admite que a situação atual é desfavorável para as negociações com a indústria, mas não está pior do que sempre foi. A rede, segundo ele, está rejeitando os aumentos dos setores mais concorrenciais e admitindo o repasse daqueles mais cartelizados para não ficar sem o produto, mas negociando à exaustão e sacrificando parte de suas margens em alguns casos.NatalCom relação aos produtos natalinos, o diretor afirmou que as encomendas das aves ainda estão em curso, mas devem ser concluídas em breve. Neste caso em especifico, os aumentos são até compreensíveis por causa do aumento da soja e do milho.Ele admite que marcas secundárias, cujos preços são menores, podem ter mais espaços nas prateleiras. "O Carrefour não vai deixar de vender peru da Sadia", assegurou. Mas ele acredita que por causa do poder aquisitivo baixo, outras marcas devem sair mais. No caso dos panetones, cujo mercado está na mão da Bauducco, as negociações já foram fechadas, só que os preços ao consumidor ainda não estão definidos. Ele já adiantou que este produto também deve ter aumento. Embora existam diversas marcas regionais, não será possível ficar sem Bauducco nas gôndolas. Por garantia, no entanto, a empresa está ampliando a produção do panetone com a marca da rede, que será vendido a R$ 2,49 o pacote com 250g.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 08h56

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