Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Carrefour acelera abertura de mercadinhos

Atrás dos concorrentes no formato de mercados pequenos, varejista tem inaugurado, em média, três lojas da bandeira Express por mês

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2015 | 02h04

Após um período de testes na primeira metade deste ano, o Carrefour decidiu acelerar seu projeto de mercados pequenos com a bandeira Carrefour Express. A companhia, que teve uma entrada tardia nesse negócio na comparação com seus concorrentes, tenta recuperar o tempo perdido e tem inaugurado em média três lojas por mês.

Lançada há pouco mais de um ano, a bandeira Express chegou a 13 lojas em setembro. As primeiras quatro foram abertas ainda em 2014 num projeto piloto, mas nos últimos três meses a expansão ganhou força. "Temos um plano mapeado para os próximos três anos e vários pontos com contrato assinado", disse Luis Curti, diretor do Carrefour Express no Brasil, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Com o consumo em baixa, os hipermercados estão desacelerando, ao mesmo tempo em que mercadinhos e "atacarejos" avançam. O Carrefour não revela a venda por formatos de lojas, mas analistas estimam que 45% da receita da companhia vem dos hipermercados, o que é um risco. No Grupo Pão de Açúcar (GPA), esses dois formatos têm ajudado a compensar a queda das vendas nos hipermercados, modelo que sozinho registrou 2,7% de retração no primeiro semestre.

O executivo do Carrefour não revela a quantidade de lojas Express que o grupo pretende abrir, mas diz que o objetivo é chegar à liderança desse formato - o que ainda está longe de acontecer. Hoje, o GPA tem 340 lojas entre suas bandeiras Minimercado Extra e Minuto Pão de Açúcar. São abertas, em média, 10 lojas de proximidade por mês. O Walmart também explora as lojas de vizinhança com o Todo Dia, embora nessa mesma bandeira estejam incluídos supermercados e hipermercados.

Custo. Em média, cada unidade do Carrefour Express chega a demandar investimentos de R$ 800 mil a R$ 1 milhão. "O Carrefour demorou um pouco para entrar nesse segmento, mas está muito seguro de que encontrou um bom modelo de negócio, que complementa os outros formatos", diz. Um dos desafios para a expansão desse modelo é o abastecimento dos pontos de venda. Com um estoque pequeno de cada produto, as lojas precisam de reposição ágil e a localização delas em áreas centrais da cidade exige adaptações.

Desde o lançamento do Express, o Carrefour já fez alguns ajustes no formato. Pesquisas com consumidores indicaram a necessidade de reforçar o sortimento de produtos frescos. Frutas e legumes que apareciam de forma mais tímida nas primeiras lojas ganharam espaço e a rede passou a ter pequenas padarias.

Nesta primeira etapa, a previsão do Carrefour é abrir mais lojas na Grande São Paulo. Uma expansão para outras regiões do Estado e até mesmo para além do território paulista não está descartada no longo prazo. De acordo com o executivo, a rede mira tanto em regiões residenciais como em áreas de forte concentração de escritórios.

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