Regis Duvignau/Reuters
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Carrefour anuncia nova unidade de negócios voltada para e-commerce de alimentos

A meta é se tornar líder de mercado no segmento de e-commerce de alimentos.

Márcia De Chiara e Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 11h57
Atualizado 01 de fevereiro de 2019 | 16h37

A largada da corrida de grandes redes varejistas para conquistar uma fatia maior do comércio online, especialmente de alimentos, já foi dada. Nesta sexta-feira, 1.º, o Carrefour anunciou a criação de uma nova unidade de negócios, o Carrefour eBusiness Brasil, que vai reunir toda a área digital da companhia. Até agora, essa área estava pulverizada entre os vários departamentos da rede varejista.

Noël Prioux, presidente do Carrefour Brasil, disse, em comunicado, que o objetivo da nova unidade de negócios é acelerar a transformação digital do grupo e atingir a liderança do varejo online de alimentos. O Carrefour estreou no comércio online de alimentos em outubro de 2017 e quer avançar mais rapidamente as vendas desse segmento.

A nova área, que terá uma equipe própria e investimentos que vão além dos direcionados para a companhia como um todo, será comandada por Paula Cardoso, executiva que nos últimos seis anos atuava como presidente  do banco Carrefour, cargo que ela deixa de ocupar. Desde o ano passado, Paula acumulava funções, à frente também do programa de transformação digital da companhia no Brasil.

O GPA, rival direto, fez um movimento semelhante ao realizado pelo Carrefour  no segundo semestre do ano passado. “Criamos uma área de transformação digital e colocamos embaixo dessa área o programa de fidelidade, aplicativos, inovação, a interface com as startups e o comércio eletrônico”, disse, na semana passada, em entrevista exclusiva ao Estado, Peter Estermann, presidente do GPA.

Apesar de o Carrefour apontar como uma das principais metas dessa unidade negócios atingir a liderança do varejo online de alimentos, posição ocupada pela GPA, o  Carrefour eBusiness Brasil, assim como o concorrente, também terá sob a sua administração startups, aplicativos, programas de benefícios entre outras iniciativas digitais.

“A corrida do ouro do varejo online de alimentos está só começando”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra. Ele calcula que o online represente hoje  menos de 1% do varejo de alimentos como um todo.

Segundo o especialista  as grandes redes varejistas estão seguindo a estratégia do comércio online definida como “new retail”, por Jack Ma, presidente executivo do conglomerado chinês Alibaba. Essa estratégia envolve quatro pontos básicos: pagamento digital, uso intensivo de dados dos clientes, integração comercial dos canais de venda e redefinição do que é a loja física. O objetivo é integrar todos os canais para permitir o que o consumidor compre e pague da formar que desejar.

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