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Carrefour tem lucro menor e anuncia mudanças

Grupo pretende reestruturar operações na França

PARIS, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2009 | 00h00

O novo executivo-chefe do Carrefour, Lars Olofsson, fez ontem um diagnóstico objetivo sobre os problemas que atingem a maior varejista da Europa e prescreveu medidas duras para conseguir uma recuperação, que incluem o corte de preços e a reorganização de seus hipermercados na França. O executivo também falou que aquisições não estão descartadas, apesar de não serem prioridade nesse momento.As declarações de Olofsson foram feitas após o anúncio de queda de 44,8% no lucro líquido da empresa em 2008 - ficou em 1,27 bilhão. O executivo afirmou que a prioridade da companhia agora é a França - um reflexo dos problemas que o Carrefour enfrenta em seu país natal. Lá, afirmou que tanto hipermercados quanto lojas de desconto estão com desempenho abaixo da média.Os planos de Olofsson para o Carrefour têm sido amplamente esperados, já que quase todas as companhias do setor estão sendo pressionadas pela redução de gastos dos consumidores. Qualquer mudança no Carrefour, segunda maior varejista do mundo em vendas, atrás apenas da americana Wal-Mart, afeta as rivais.Alguns dos projetos de Olofsson já são prática padrão entre concorrentes do Carrefour. Eles incluem lojas menores, uma nova marca de valor, maior conhecimento dos consumidores por meio de dados de cartões de fidelidade, mais produtos de marca própria e um forte negócio online. As varejistas estão agora colocando as práticas de preços no centro de suas estratégias. Olofsson afirmou que vai promover cortes de preços e promoções neste ano de 600 milhões. Para renovar os hipermercados do Carrefour, Olofsson planeja tomar "decisões difíceis" em relação a produtos não alimentícios: reduzir o espaço desses produtos e cortar inteiramente algumas categorias. O executivo disse que a empresa não descarta compras. "Estamos presentes em todas as regiões, mas aquisições ainda fazem parte de nossa estratégia de crescimento." Olofsson afirmou também que o Carrefour observa a Rússia com interesse para uma expansão futura, mas não especificou projetos.

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