Carro do futuro: prioridade é a segurança

As montadoras estão investindo em segurança e tecnologia para tornar os automóveis menos dependentes da gasolina. Exemplo disso é a Ford que iniciou em janeiro de 1999 o projeto "cleaner, safer, sooner" - mais limpo, mais seguro e mais rápido, em inglês, respectivamente. Com esse projeto, a empresa passou a desenvolver dispositivos para diminuir a emissão de poluentes e tornar seus carros mais seguros.Entre as novas tecnologias em que a Ford vem trabalhando estão os chamados fuel cell vehicles (FCV), veículos que convertem energia química em elétrica usando hidrogênio e oxigênio e cujo único produto emitido é água. Os testes com FCV têm como base o Focus, lançado recentemente no Brasil, e que é o modelo da marca mais vendido no mundo.HíbridosOutra novidade são os chamados híbridos, que funcionam por meio de explosão de combustível líquido (gasolina ou metanol) combinada com energia elétrica. Segundo a montadora, esses carros reduzem sensivelmente o consumo de combustível. A previsão é de que ocupem 20% do mercado automobilístico nos próximos dez anos. Há ainda os veículos movidos apenas a eletricidade, já usados em frotas de serviços de entrega como o correio norte-americano.Um dos acessórios para a segurança é o SensorCar que tem como objetivo reduzir o risco de atropelamentos e colisões traseiras. Trata-se de um radar a laser que monitora o movimento de pedestres na frente do veículo e envia informações para um computador, que, ao detectar o risco de choque, aciona luzes de alerta no painel. Um alarme dispara a buzina se perceber alguém na trajetória do carro em perigo iminente. O mesmo mecanismo funciona com relação ao tráfego atrás do automóvel. Ao sinal de colisão, o sistema aciona o ajuste automático do cinto de segurança ao mesmo tempo que dispara um alarme.PedestresPara os pedestres, as novidades começam com um grande airbag externo. O acessório, em testes no Ford Explorer, é disparado assim que o sensor detectar o risco de choque cobrindo uma parte do capô. Esse dispositivo foi projetado para diminuir o impacto no abdômen e quadril de pessoas com estatura média e cabeça e tórax de crianças.

Agencia Estado,

06 de novembro de 2000 | 18h44

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