Carro que dirige sozinho vai revolucionar o transporte em poucos anos

Carro que dirige sozinho vai revolucionar o transporte em poucos anos

Quatro fábricas já anunciaram decisão de  iniciar fabricação de carros que dispensam motoristas

15 de maio de 2013 | 15h43

SÃO PAULO - Enquanto no Brasil as montadoras são acusadas de menosprezarem a segurança, nos Estados Unidos especialistas concluem que os carros estão ficando mais inteligentes, e no futuro poderão até dispensar os motoristas.

"Sete estados americanos já legalizaram veículos sem motoristas", disse à emissora americana CNN o consultor David Frigstad, presidente da consultoria Frost & Sullivan.

"Nós não estamos falando de um carro voador, mas dos carros que já são usados hoje em dia", explicou ele, em um evento que reuniu técnicos, investidores e especialistas sobre o futuro do setor de transportes.

O carro que dirige sozinho deverá tornar a experiência de andar de carro muito mais agradável, afirmou Brad Templeton, ex-presidente da Electronic Frontier Foundation, que utiliza os serviços do Google em seu carro com sistema de auto-condução.

"O interior do carro vai mudar muito", explicou ele à CNN. "Neste momento, os carros são vendidos pela aceleração, mas no futuro a principal preocupação será com o conforto". Segundo o especialista, no futuro as crianças não vão mais perguntar aos pais 'quanto tempo falta para chegar', mas sim se a viagem 'pode demorar um pouco mais'.

As empresas Audi, Mercedes, BMW e Volvo terão carros automatizados no mercado nos próximos 12 meses, segundo o especialista  em tecnologia John Markoff, do The New York Times. "Estamos prestes a entrar neste grande experimento social", disse ele.

Nem todos os participantes do debate FutureCast concordaram que a experiência social com os carros do futuro será tão transformadora. Mas, mesmo os mais resistentes, como o ex-chefe de compra da CTO, Robert Stephens, que ainda não consegue sincronizar o bluetooth do som do seu Audi com o iPod, reconhece: "No momento em que você percebe que pode estar nesta coisa e ler seus e-mails e não se preocupar com o carro, a sensação é incrível", disse ele sobre a tecnologia que, para melhor ou pior, está prestes a mudar radicalmente as vidas dos motoristas.

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