Carro: transtorno para resolver defeitos

Se comprar um carro novo já é uma tarefa complicada, a situação fica ainda mais difícil quando o automóvel apresenta problemas. Aí o cliente pode ficar preparado para dobrar o número de visitas às concessionárias, gastar um bom dinheiro e ter muitos transtornos. Segundo o Procon-SP, as empresas mostram-se relutantes para cumprir o Código de Defesa do Consumidor. O que significa que solucionar o caso sem recorrer à Justiça é uma missão quase impossível.A técnica do Procon Maria Cecília Rodrigues garante que os consumidores têm todo o direito de serem ressarcidos de eventuais prejuízos e merecem, inclusive, indenizações por perdas e danos. "Mas é preciso paciência", explica. As concessionárias usam de todos os meios para consertar os defeitos e evitar que o comprador reclame aos órgãos competentes.Mas quando nada dá certo, a solução é procurar a Justiça, gastar com honorários de advogados - o Juizado Especial Cível só admite ações até R$ 6 mil - e esperar algum tempo até a sentença ser dada em última instância. "O importante é não se deixar intimidar", alerta Maria Cecília.Antes de mais nada, é preciso saber a quem responsabilizar - concessionária ou montadora. Guardar qualquer documento comprovando que a reclamação foi feita e, logo em seguida, anexar ao processo folhetos de publicidade e notas fiscais. "Já existe muita jurisprudência sobre o assunto e inúmeras decisões foram favoráveis aos clientes", diz Maria Cecília. "O importante é que se saiba que pleitear a troca ou a restituição é um direito do consumidor."O prazo legal para reclamações é de 90 dias. E se o cliente não for, comprovadamente, o responsável pelo dano, a empresa tem 30 dias para resolver o impasse.

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